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Porto Alegre, terça-feira, 29 de outubro de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Edição impressa de 29/10/2019. Alterada em 28/10 às 21h16min

Dólar à vista fecha abaixo do nível de R$ 4,00

Cotação da moeda norte-americana é a menor desde 15 de agosto; Ibovespa sobe 0,77% e passa de 108 mil pontos

Cotação da moeda norte-americana é a menor desde 15 de agosto; Ibovespa sobe 0,77% e passa de 108 mil pontos


FREEPIK.COM/DIVULGAÇÃO/JC
Pela primeira vez desde 15 de agosto, o dólar à vista encerrou abaixo dos R$ 4,00 e também no menor nível desde então. No fechamento, a moeda marcou R$ 3,9920 (-0,38%).
Pela primeira vez desde 15 de agosto, o dólar à vista encerrou abaixo dos R$ 4,00 e também no menor nível desde então. No fechamento, a moeda marcou R$ 3,9920 (-0,38%).
A queda é alinhada ao desempenho da moeda americana ante as pares de economias emergentes e também do Dollar Index (DXY), índice composto por seis moedas de países desenvolvidos. As perspectivas mais positivas sobre o confronto entre os gigantes do comércio global - China e Estados Unidos -, somadas a uma trégua no conflito sobre o Brexit, apoiaram o aumento do apetite a risco global. Um indicativo desse movimento é a nova queda do Credit Default Swap (CDS) de cinco anos do Brasil, um termômetro do risco-País, que era negociado nesta segunda-feira (28) a 119 pontos. Na sexta-feira (25), o CDS fechou a 121 pontos. As cotações são da IHS Markit.
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Também apoia o movimento a expectativa com o ingresso de dezenas de milhões de dólares com o leilão da cessão onerosa do pré-sal, programado para novembro. Em Riad, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a Arábia Saudita deve participar do leilão, em novembro. Assim como fez na China, ele vai reforçar o convite aos sauditas na visita iniciada nesta segunda. "Todo o mundo está interessado no leilão do pré-sal", declarou o presidente.
O Índice Bovespa iniciou a última semana de outubro registrando novos recordes, garantidos pela combinação entre o apetite por risco no mercado internacional e a percepção de um cenário doméstico mais benigno para o mercado de ações nos próximos meses. Em alta desde a abertura, o principal índice da B3 terminou o dia aos inéditos 108.187 pontos, com ganho de 0,77%. Os negócios somaram R$ 15,142 bilhões.
Os ganhos foram puxados principalmente pelas blue chips do setor financeiro e da Petrobras, que acumulam valorização bem superior à do Ibovespa em outubro. Enquanto o índice registra alta de 3,29% no período, a ação preferencial da petroleira estatal contabiliza 7,44% e a ação preferencial do Bradesco, por exemplo, acumula 12,52%.
O economista destaca a queda do dólar ao patamar inferior a R$ 4,00, em meio à expectativa de ingresso de recursos externos ao País com o leilão da cessão onerosa marcado para o próximo dia 6. Há, ainda, a aposta em novo corte de juros na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decide sobre a taxa Selic na quarta-feira (30). À espera dos efeitos positivos do afrouxamento monetário, as ações do setor imobiliário subiram acima da média do mercado, como mostra o Índice Imobiliário (IMOB), que subiu 1,15% no dia, levando o acumulado do ano a 40,7%, contra 23,1% do Ibovespa.
No cenário externo, a influência positiva das bolsas de Nova York contou com os novos recordes do S&P-500, em meio à safra de balanços e às notícias de que as negociações entre Estados Unidos e China convergem para um acordo parcial. Além disso, o adiamento do Brexit para janeiro também tranquilizou os investidores lá fora, o que reduziu a procura por ativos defensivos, como dólar e os títulos do Tesouro americano, o que beneficiou as bolsas do mundo inteiro.
Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores altas foram de Bradesco PN e ON, que avançaram 3,61% e 2,97%, nesta ordem. O banco divulga seu resultado do terceiro trimestre na quinta-feira (31), antes da abertura dos negócios. Já BRF ON (-2,65%) e Marfrig ON (-2,37%) foram as quedas mais significativas do índice, em movimento atribuído a correções de ganhos recentes.
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