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Contas Públicas

- Publicada em 03h10min, 29/10/2019. Atualizada em 03h00min, 29/10/2019.

Em 15 anos, número de servidores públicos aumentou 33% no País

Na semana em que o governo apresentará detalhes de sua proposta de reforma administrativa, para reestruturar as carreiras do funcionalismo público, técnicos da equipe econômica traçaram um diagnóstico que evidencia a pressão nos cofres públicos do gasto com servidores. Em 15 anos, houve aumento de 33% no total de servidores, que somam 705 mil.
Na semana em que o governo apresentará detalhes de sua proposta de reforma administrativa, para reestruturar as carreiras do funcionalismo público, técnicos da equipe econômica traçaram um diagnóstico que evidencia a pressão nos cofres públicos do gasto com servidores. Em 15 anos, houve aumento de 33% no total de servidores, que somam 705 mil.
Nos cálculos do governo, o funcionalismo federal consome mais de R$ 118 bilhões. Os servidores contam com rendimento médio de R$ 11.842, valor que registrou aumento real de 32% em 15 anos. A despesa com pessoal é o segundo maior custo do governo federal, atrás apenas da Previdência.
De acordo com o levantamento divulgado pela equipe econômica, o índice de faltas do funcionalismo federal é de 5,7%, acima da média do governo norte-americano, de 3,3%. O levantamento mostra que o efetivo em empresas públicas cresceu 30% entre 2003 e 2018. No mesmo período, o efetivo em empresas dependentes do Tesouro avançou 142%.
O estudo apresentado pelo governo mostra ainda que a política remuneratória é distante da realidade dos brasileiros. Existem 440 rubricas de folha de pagamento, das quais 80% não encontram equivalência no setor privado. A proposta do governo busca não só reduzir o número de carreiras como simplificar o sistema como um todo. Atualmente, existem 43 planos, 117 carreiras e mais de dois mil cargos.
O diagnóstico traçado pela equipe econômica mostra que existem 655 mil inativos. Nos próximos cinco anos, 130 mil servidores devem se aposentar.
 
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