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Construção Civil

- Publicada em 21h14min, 28/10/2019. Atualizada em 21h14min, 28/10/2019.

Sinduscon-RS defende celeridade em projetos

Posse da nova diretoria e comemoração dos 70 anos do Sinduscon-RS ocorreram na noite de ontem

Posse da nova diretoria e comemoração dos 70 anos do Sinduscon-RS ocorreram na noite de ontem


/NÍCOLAS CHIDEM/JC
Jefferson Klein
Redução do tempo de análise e liberação de empreendimentos do setor da construção civil dentro das entidades públicas, principalmente, no caso da prefeitura de Porto Alegre. Essa é uma das metas do segmento destacadas pelo presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), Aquiles Dal Molin Jr. O dirigente foi reeleito para o comando da entidade por mais dois anos e a solenidade de posse e comemoração dos 70 anos de fundação da entidade foram comemoradas nesta segunda-feira, na Associação Leopoldina Juvenil, em Porto Alegre.
Redução do tempo de análise e liberação de empreendimentos do setor da construção civil dentro das entidades públicas, principalmente, no caso da prefeitura de Porto Alegre. Essa é uma das metas do segmento destacadas pelo presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), Aquiles Dal Molin Jr. O dirigente foi reeleito para o comando da entidade por mais dois anos e a solenidade de posse e comemoração dos 70 anos de fundação da entidade foram comemoradas nesta segunda-feira, na Associação Leopoldina Juvenil, em Porto Alegre.
Dal Molin Jr. comenta que o tempo de aprovação de projetos da construção civil na Capital leva, muitas vezes, de um ano e meio a dois e o ideal seria seis meses. Além disso, após o prédio ser concluído, a avaliação do Habite-se (certidão expedida pela prefeitura atestando que o imóvel pode ser habitado) está demorando, em média, 90 dias. "É algo incompatível com a condição de empreendedorismo que a construção civil exige", enfatiza o dirigente. Dal Molin Jr. reforça que essa dificuldade está mais presente em Porto Alegre do que no Interior do Estado.
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O presidente do Sinduscon-RS destaca que, com os investimentos que têm sido feitos na orla do Guaíba e a aceitação da população em relação a esse espaço, os bairros que contornam essa área deverão começar a ser os mais cobiçados pelos consumidores e pelas empresas incorporadoras. Sobre o desempenho do mercado em geral, o dirigente afirma estar otimista, aguardando os resultados da reforma da Previdência, que deve propiciar o equilíbrio fiscal do governo federal, possibilitando a atração de recursos externos para o Brasil. Outro fator positivo, segundo ele, é a baixa taxa básica de juros da economia (Selic) e uma inflação controlada.
Dal Molin Jr avalia que há uma demanda reprimida na construção civil e, a economia alcançando uma estabilidade, haverá o aquecimento do segmento, recuperando a capacidade ociosa. O integrante do Sinduscon-RS prefere não estimar um percentual, entretanto adianta que em 2019 a construção civil deve apresentar um pequeno crescimento, que deve se intensificar a partir de 2020 e 2021.

Confiança do setor sobe 0,4 ponto em outubro

O Índice de Confiança da Construção, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou alta de 0,4 ponto em outubro deste ano, na comparação com o mês anterior. Com a alta, que veio depois de um recuo de 0,5 ponto em setembro, o indicador atingiu 87,5 pontos em uma escala de zero a 200 pontos.

O resultado foi influenciado pelo Índice de Situação Atual, que mede a confiança do empresário da construção no momento atual e que avançou 1,3 ponto. O subíndice chegou a 78,9 pontos, o maior nível desde fevereiro de 2015 (81,4), puxado pela percepção sobre a situação atual da carteira de contratos.

Por outro lado, o Índice de Expectativas, que mede a confiança dos empresários da construção em relação ao futuro, caiu pelo segundo mês, ao recuar 0,5 ponto, para 96,5 pontos. O principal motivo foi a demanda prevista nos próximos três meses. O Nível de Utilização da Capacidade do setor cresceu 0,7 ponto percentual, para 70,1%.

Segundo a pesquisadora da FGV Ana Maria Castelo, o resultado do índice de confiança mostra que há uma recuperação em curso, mas ainda não há segurança no empresário em relação a sua continuidade. "Vale destacar que entre os fatores assinalados como limitadores da melhoria dos negócios, a demanda insuficiente permanece como o de maior relevância para todos os segmentos setoriais. Ou seja, o cenário de baixo crescimento do investimento responde por parte importante dessa insegurança em relação à retomada".

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