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Porto Alegre, sexta-feira, 25 de outubro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Negócios Corporativos

Edição impressa de 25/10/2019. Alterada em 24/10 às 20h42min

Credores aprovam plano de recuperação da Stemac

Indústria gaúcha de grupo de geradores transferiu produção em 2014 para Goiás e soma 700 funcionários

Indústria gaúcha de grupo de geradores transferiu produção em 2014 para Goiás e soma 700 funcionários


STEMAC/DIVULGAÇÃO/JC
Patrícia Comunello
A gaúcha Stemac, que produz grupos de geradores de energia, obteve um passo decisivo no processo de recuperação judicial, que começou em 2018. Credores aprovaram esta semana o plano apresentado pela empresa para pagamento de dívidas de mais de R$ 450,6 milhões. A assembleia foi na noite de terça-feira (22), em Itumbiara, em Goiás, onde fica o complexo de fabricação da Stemac e tramita o processo judicial.
A gaúcha Stemac, que produz grupos de geradores de energia, obteve um passo decisivo no processo de recuperação judicial, que começou em 2018. Credores aprovaram esta semana o plano apresentado pela empresa para pagamento de dívidas de mais de R$ 450,6 milhões. A assembleia foi na noite de terça-feira (22), em Itumbiara, em Goiás, onde fica o complexo de fabricação da Stemac e tramita o processo judicial.
A empresa terá até 13 anos para quitar o passivo, que teve redução de mais de 60% na negociação com credores como bancos e outras instituições financeiras. O diretor de Finanças e Operações, Valdo Marques Junior, diz que a decisão abre um novo cenário para a companhia. "No processo da recuperação, conseguimos fazer a reversão das dificuldades", resume o diretor.
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Segundo o executivo, a notícia do aval dos credores voltou a despertar interesse sobre fusão e aquisição, que chegaram a surgir nos anos recentes. A Stemac é uma empresa de capital fechado familiar, mas que adotou gestão profissionalizada. Na operação, o grupo firmou acordo para usar motores da gigante chinesa Weichai, líderes em versões a diesel.
A Stemac fez um processo de reestruturação de custos e tamanho desde o ano passado. Houve redução de pessoal, por exemplo, para 700 funcionários, corte de 300 pessoas em relação ao período do pedido da medida na Justiça. Chegou a ter 2,1 mil trabalhadores em 2015. Hoje o maior número de funcionários fica na Capital gaúcha, onde atuam 300. No complexo em Goiás, com mais de 65 mil metros quadrados, são 270 empregados.
Segundo o diretor, a desaceleração e a recessão econômica, com redução na demanda, provocaram o processo. "Houve queda de pedidos de clientes, o que exauriu o caixa da empresa", explica o diretor. A Stemac já foi líder nacional no segmento. Há quatro anos, a indústria produziu 7 mil grupos de geradores e deve fechar em 2,5 mil este ano. A receita bruta acusou o golpe. De mais de R$ 800 milhões em 2015, deve alcançar R$ 300 milhões este ano. Em 2018, a receita foi de R$ 260 milhões.
A recuperação judicial deu entrada em abril de 2018 na Justiça de Goiás. O local de tramitação chegou a gerar recurso do Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre (Stimepa), que alegou que a sede é Porto Alegre. A assembleia de credores aprovou, em primeira votação, o plano de recuperação. A classe 1, que reúne débitos trabalhistas, com cerca de 200 pessoas, soma R$ 14 milhões. A classe 2 (garantia real) tem crédito de R$ 118,2 milhões. Na classe 3 (quirografários), o valor lançado é de R$ 315,4 milhões, e na classe 4 (micro e pequenas empresas), são R$ 3 milhões. Na área tributária, a empresa tem débitos de cerca de R$ 50 milhões, que já são alvo de parcelamentos. Tributos não entram na recuperação.
O plano prevê pagamento da dívida de maior pare dos credores em até 13 anos. A trabalhista deve ser quitada em dois meses. Na negociação, o passivo da classe 2 ficou teve desconto de 65%, e o da classe 3, de 68%. Com os dois percentuais de desconto, o valor das duas classes caiu a R$ 140 milhões, em vez de R$ 433,6 milhões. Para a maior parte da dívida, a carência é de três anos para começar a pagar o principal. A Justiça acompanha o andamento do plano por dois anos. Com o aval ao plano, o prejuízo contábil de mais de R$ 80 milhões em 2018 e 2019 deve ser revertido. 
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