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Porto Alegre, segunda-feira, 04 de novembro de 2019.
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Economia

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Tecnologia

Edição impressa de 04/11/2019. Alterada em 03/11 às 21h51min

Edtechs trazem novidades no mercado de educação

Para Ferla, do DOT Group, novas gerações querem didáticas inovadoras

Para Ferla, do DOT Group, novas gerações querem didáticas inovadoras


/ROGERIO AMENDOLA/DIVULGAÇÃO/JC
Carlos Villela

O crescimento do acesso à tecnologia e à informação no País traz novidades nas soluções da área de educação. De acordo com um estudo publicado em 2018 pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups) e o Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb), o Brasil contava com 364 edtechs, empresas que utilizam formas tecnológicas para aplicação de conhecimento científico e facilitação de aprendizagem.

É o caso da Trybe, uma edtech que atua em Belo Horizonte e em São Paulo, com foco no ensino de desenvolvimento de softwares. De acordo com o CEO e cofundador Matheus Goyas, o País sofre com um problema estrutural na mão de obra em área da tecnologia. "Falta desenvolvedores de software, pessoas que trabalhem com produto e design", aponta Goyas. "Tem 30 milhões de subempregados e 13 milhões de desempregados, então porque não ajudar todos os brasileiros que precisam de uma boa oportunidade profissional formando esses indivíduos, enquanto ajuda no problema estrutural?", questiona.

Um dos diferenciais, segundo Goyas, é que a remuneração da empresa é condicionada ao sucesso profissional do cliente. Após a conclusão, quando o aluno conseguir um emprego que pague de
R$ 3,5 mil para cima, ele passa a contribuir com 17% de seu salário para a empresa, por um período de 60 meses ou até um valor máximo de R$ 36 mil.

De acordo com Luiz Alberto Ferla, CEO do DOT Group, novas tecnologias ajudam na democratização do conhecimento e fazem as pessoas se engajarem nos estudos. Fundado em 1996 em Florianópolis, o DOT Group desenvolve projetos, plataformas, ferramentas e conteúdos de qualificação e ensino através de tecnologias como realidade virtual, realidade aumentada, games e simuladores. Em 2018, a empresa faturou R$ 50 milhões e planeja crescer 40% neste ano.

"Quem ensina sabe que as novas gerações demandam didáticas inovadoras para se manterem atentas", afirma Ferla. "Em uma aula de artes plásticas, o professor já pode levar seus alunos ao Museu do Louvre sem sair da escola, graças à realidade virtual e aumentada. São tecnologias que também permitem ao estudante simular a troca de óleo de um trator agrícola, como se estivesse em uma oficina. É a teoria dando espaço à prática de forma muito mais fácil e sem riscos."

"Hoje, a gente está com uma gama bem grande de soluções, e muitos focos diferentes", afirma Mairum Andrade, gerente de tecnologias educacionais do Cieb, organização sem fins lucrativos que tem como objetivo estimular a inovação no setor educacional. Ele explica que o setor de edtechs, especialmente focado na educação básica, está crescendo. "Tem muita iniciativa, muita vontade e muito esforço do empreendedor, e tem muito espaço", diz ele. Andrade afirma que as edtechs podem ter usos amplos, focando tanto em ferramentas para os alunos como para os professores. "É que chamamos de adaptatividade, personalizar as trilhas de conhecimento", diz.

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