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Porto Alegre, sexta-feira, 18 de outubro de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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Varejo

Edição impressa de 18/10/2019. Alterada em 17/10 às 21h48min

Encontro mostra diferentes perspectivas do comércio

Único ponto em comum entre os empresários é o controle da inflação

Único ponto em comum entre os empresários é o controle da inflação


/MARIANA CARLESSO/JC
Thiago Copetti
Empresário dos mais diferentes ramos varejistas que estiveram reunidos no ParkShopping Canoas, nesta quinta-feira, durante a 50ª Convenção Estadual Lojista promovida pela FCDL-RS, são uma boa mostra do que espera o comércio gaúcho neste último trimestre do ano. Em geral, os empresários esperam incremento no negócios no Natal, em percentuais que variam de 2% a até 20%. Para o fechamento do ano, a maior parte dos entrevistados acredita que seus faturamentos, em geral de pequenas e médias redes de varejo, terão no mínimo estabilidade. Há, porém, quem também esteja encerrando o ano com amargas perdas.
Empresário dos mais diferentes ramos varejistas que estiveram reunidos no ParkShopping Canoas, nesta quinta-feira, durante a 50ª Convenção Estadual Lojista promovida pela FCDL-RS, são uma boa mostra do que espera o comércio gaúcho neste último trimestre do ano. Em geral, os empresários esperam incremento no negócios no Natal, em percentuais que variam de 2% a até 20%. Para o fechamento do ano, a maior parte dos entrevistados acredita que seus faturamentos, em geral de pequenas e médias redes de varejo, terão no mínimo estabilidade. Há, porém, quem também esteja encerrando o ano com amargas perdas.
Em comum, a expectativa de que o País seguirá com inflação controlada na faixa de 3%, com tendência de queda. Para a taxa Selic, a maior parte dos entrevistados apontou no mínimo que se mantenha na faixa dos 6% ou até menos. Já sobre as perspectivas para a cotação do dólar, as opiniões se dividem entre pequena redução no atual câmbio e estabilidade nos valores atuais (nesta quinta-feira, se encerrou em R$ 4,16). Questionados sobre a maior demanda aos governantes, os varejistas foram quase unânimes em pedir aceleração de reformas e medidas anunciadas no início do atual governo federal, especialmente a tributária. Para o presidente da FCDL-RS, Vitor Koch, apesar de ainda haver no comércio a perspectiva de incremento nos negócios, a expansão não deve alcançar o patamar imaginado no início do ano.
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"A expectativa era grande porque o novo governo prometia que as coisas iam andar, mas não estão avançando na velocidade esperada. Prevíamos um crescimento real médio entre 4,5 % e 5% neste ano, mas acho que não alcançaremos", diz Koch, que hoje trabalha com um índice mais próximo de 3%.
Ainda assim, as compras já feitas pelos lojistas para o Natal refletem otimismo e, de acordo com Koch, as empresas estão voltando a estudar ampliações e pensar em reformas e melhorias em suas lojas. Affonso Angst, proprietário do supermercado e posto de combustíveis Bolão, de Arroio do Sal, por exemplo, aposta em crescimento de 5% para as vendas de Natal e para o fechamento do ano como um todo. Zani Santos, da Tecnomix Informática, de Carazinho, estima que as vendas da empresa deve aumentar 7% neste final de ano.
César Scarton, de Palmeira das Missões, com três lojas na cidade (duas de vestuários e uma de colchões), já fez as encomendas de produtos para o Natal e final de ano, prevendo alta entre 7% e 10% nas vendas. No ano, porém, o faturamento total deve ficar estável devido ao desaquecimento dos negócios no primeiro semestre. "Nosso sistema de controles indicava, até pouco tempo, uma pequena retração nas vendas em relação ao ano passado, de cerca de 2%. Então, uma alta no final do ano ajudaria a encerrar 2019 equilibrado com 2018", explica Scarton.
Quem aposta em crescimento muito acima de um dígito, como Leonísia Kunzler, tem razões bem específicas para tanto. Mesmo comprando menos produtos para abastecer a loja de roupas em Arroio do Meio, a empresária parece confiante em poder elevar o faturamento em até 20%. Isso por fazer compras de forma mais criteriosa e pensando mais no que o cliente realmente está buscando. Essa medida, segundo ela, deve ajudar a elevar as vendas e reduzir estoques. "Estou fazendo um trabalho mais planejado e assertivo, que eu acredito terá efeito nas vendas do Natal. Estou optando, por exemplo, por atuar de forma mais enxuta e fazer reposições rápidas. Assim, evito ter estoque, que é um grande vilão do comércio", destaca a lojista.
Na outra ponta, porém, há quem esteja encerrando as atividades de 2019 já com queda significativa. Atuando no ramo de serviço de autocenter, Dalvori Ortiz, de Soledade, conta que amarga perda de 40% no faturamento deste ano em relação ao anterior. Mas garante que segue otimista com 2020.

Palestras diversificadas para um público heterogêneo

As 14 palestras organizadas dentro da programação da 50ª Convenção Estadual Lojista agradou os diferentes públicos que circularam pelo evento. Para Sandra Mapelli, que atua na gestão de marketing da Totvs, o destaque foram as explanações sobre o mundo digital e os negócios on-line. Especializada na gestão de negócios, diz Sandra, a Totvs tem boa parte de sua carteira de clientes no varejo.

"Foi interessante ver as inovações no varejo. Muitos dos nossos clientes estão com demandas fortes para trabalhar melhor o e-commerce e seu market place, por exemplo", exemplifica, citando entre as palestra a de Rubens SantAnna, sobre o novo varejo e a transformação digital.

Já para Ricardo Bartz, proprietário da imobiliária Imolari, de Santa Cruz do Sul, foi positivo ver que o relacionamento pessoal e direto com os clientes ainda faz diferença. "O botão comprar pode ser instalado em qualquer negócio on-line, mas o atendimento físico é uma experiência que não vai acabar", opina Bartz, a palestra de Gerson Klein, sobre as oportunidades para um varejo disruptivo.

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