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- Publicada em 04h10min, 15/10/2019. Atualizada em 03h00min, 15/10/2019.

Alívio à pobreza rende Nobel de Economia

Pela sétima vez, reconhecimento é conferido a trio de economistas

Pela sétima vez, reconhecimento é conferido a trio de economistas


/JONATHAN NACKSTRAND/AFP/JC
Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer são os novos vencedores do Prêmio Nobel de Economia de 2019, premiados pela abordagem experimental em aliviar a pobreza no mundo. Esta foi a 51ª premiação na categoria, que já laureou mais de 80 pessoas desde 1969.
Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer são os novos vencedores do Prêmio Nobel de Economia de 2019, premiados pela abordagem experimental em aliviar a pobreza no mundo. Esta foi a 51ª premiação na categoria, que já laureou mais de 80 pessoas desde 1969.
Banerjee e Esther são do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, enquanto Kremer é da Universidade Harvard, também nos EUA. Esther é a segunda mulher a ganhar o prêmio de economia na história e a mais nova a ser laureada, aos 46 anos. A primeira mulher vencedora na categoria foi Elinor Ostrom, em 2009.
"Como resultado direto de um de seus estudos, mais de 5 milhões de crianças indianas se beneficiaram de programas eficazes de aulas de reforço na escola", afirmou o comitê do Nobel, em comunicado. "Outro exemplo são os pesados subsídios para cuidados de saúde preventivos que foram introduzidos em muitos países." Esta foi a sétima vez que o prêmio de economia foi entregue para três pessoas. Em 25 oportunidades apenas uma pessoa foi laureada, e em 19 delas foi para duas pessoas.
Os premiados vão receber 9 milhões de coroas (US$ 918 mil), uma medalha de ouro e um diploma. Na semana passada foram concedidos seis prêmios Nobel - medicina, física e química, além de dois prêmios de literatura e o cobiçado Nobel da Paz.
O norte-americano Michael Kremer é conhecido por suas experiências em assuntos relacionados ao desenvolvimento de países da África e da América Latina. O economista, que fez pesquisas nas áreas de educação, saúde, abastecimento de água e agricultura, é, atualmente, professor de Sociedade de Desenvolvimento no Departamento de Economia de Harvard, onde também lidou com questões relacionadas à imigração e à globalização.
A Academia Real de Ciências da Suécia destacou que Kremer ajudou a demonstrar, em meados dos anos 1990, a utilidade da abordagem experimental para testar intervenções destinadas a melhorar os resultados escolares no Oeste do Quênia. De acordo com a universidade onde ele agora trabalha e obteve seu PhD em Economia, Kremer foi selecionado como um dos 50 cientistas americanos mais importantes e recebeu prêmios por seu trabalho em economia da saúde, economia agrícola e América Latina. Ele também contribuiu para estudos sobre o estímulo ao investimento privado na pesquisa de vacinas e na distribuição destes para combater doenças nos países em desenvolvimento.
 
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