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Porto Alegre, quarta-feira, 09 de outubro de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura Internacional

Edição impressa de 09/10/2019. Alterada em 09/10 às 03h00min

PIB mundial vai desacelerar neste ano

Georgieva fez seu primeiro discurso como diretora-gerente do FMI

Georgieva fez seu primeiro discurso como diretora-gerente do FMI


/Mark Wilson/AFP/jc
Aproximadamente 90% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial deve desacelerar neste ano, pois a economia global está em sincronizada redução de velocidade, uma situação bem diferente da registrada há dois anos, quando 75% do PIB do planeta apresentava expansão, apontou Kristalina Georgieva, a nova diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), em seu primeiro discurso no cargo.
Aproximadamente 90% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial deve desacelerar neste ano, pois a economia global está em sincronizada redução de velocidade, uma situação bem diferente da registrada há dois anos, quando 75% do PIB do planeta apresentava expansão, apontou Kristalina Georgieva, a nova diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), em seu primeiro discurso no cargo.
"A ampla desaceleração significa que o crescimento (global) neste ano atingirá o nível mais baixo desde o começo da década", destacou Georgieva no texto preparado para o pronunciamento. "Na próxima semana, iremos divulgar (o relatório) Perspectiva Econômica Mundial que irá mostrar redução das previsões para 2019 e 2020."
De acordo com a diretora-gerente do FMI, o mundo passa por uma situação complexa, pois ao mesmo tempo em que os Estados Unidos e a Alemanha apresentam taxas de desemprego em patamares muito baixos, há perda de vigor das suas economias, o que também ocorre em toda a zona do euro e Japão. "Em alguns dos maiores mercados emergentes, como a Índia e o Brasil, a desaceleração é ainda mais pronunciada neste ano." No caso da China, ela destaca que o PIB está gradualmente reduzindo seu ritmo.
Para Georgieva, a diminuição da velocidade do PIB global está relacionada com um conjunto de fatores que tem como ponto comum o que classificou de "fraturas". Ela ponderou que a expansão do comércio internacional "está quase parada".
"A atividade manufatureira e o investimento enfraqueceram substancialmente em parte devido a tensões comerciais", apontou a búlgara. "Há sérios riscos de que serviços e consumo poderão ser afetados logo." Segundo ela, incertezas geradas por pelas disputas no comércio global e também pelo Brexit e por questões geopolíticas estão coibindo o potencial de expansão do mundo.
"Mesmo com a retomada do crescimento em 2020, as fendas atuais podem levar a mudanças que vão durar uma geração - cadeias de fornecedores quebradas, setores de comércio isolados, um 'muro de Berlim digital' que forçará países a escolher entre sistemas de tecnologia", ressaltou Georgieva.
"Todos perdem com uma guerra comercial", apontou a diretora-gerente do Fundo. Para ela, os conflitos nesta área podem significar uma perda próxima a US$ 700 bilhões em 2020 ou 0,8 ponto porcentual do PIB global, aproximadamente o tamanho da economia da Suíça. Por outro lado, ela ponderou que os países precisam enfrentar preocupações legítimas com práticas comerciais, especialmente em relação a subsídios, propriedade intelectual e transferência de tecnologias.
Kristalina Georgieva destacou que para avançar o crescimento global e tornar as economias de países mais resilientes são necessárias cooperação internacional e "ações sincronizadas de políticas."
 
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