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Indústria

- Publicada em 03h14min, 08/10/2019. Atualizada em 03h00min, 08/10/2019.

Atividade industrial gaúcha recupera parte das perdas

Parte da atividade da indústria gaúcha foi recuperada em agosto, com o Índice de Desempenho (IDI-RS), feito o ajuste sazonal, aumentando 0,4% na comparação com julho, quando recuou 1% (e 2% em junho).
Parte da atividade da indústria gaúcha foi recuperada em agosto, com o Índice de Desempenho (IDI-RS), feito o ajuste sazonal, aumentando 0,4% na comparação com julho, quando recuou 1% (e 2% em junho).
Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), que divulgou o IDI-RS), a atividade do setor no Rio Grande do Sul continua muito instável e está praticamente estagnada desde junho do ano passado.
Somente a Utilização da Capacidade Instalada (UCI), entre os indicadores que compõem o IDI-RS, cresceu no mês de agosto frente a julho, mesmo assim, um aumento modesto, de 0,3 pontos percentuais, ficando em 82,8%. O faturamento real caiu 3,1%, enquanto as compras industriais, pela terceira vez seguida, e as horas trabalhadas na produção, recuaram 0,8%.
Já os indicadores do mercado de trabalho refletem as dificuldades do setor: o emprego recuou 0,3% (segunda queda consecutiva) e a massa salarial real ficou estável no período.
Na comparação anual, o IDI-RS de agosto de 2019 teve uma retração forte, de 3,5%, em relação ao mesmo mês de 2018. Foi a terceira queda seguida considerando esse mesmo período, e o pior resultado desde outubro de 2016 (-7,3%), com exceção de maio do ano passado (-6,7%), impactado pela crise dos caminhoneiros.
No acumulado anual, o IDI-RS tem demonstrado uma perda de fôlego e, como consequência, desaceleração em relação ao mesmo período de 2018. Reduziu a alta de 3,9%, em maio (maior taxa do ano), para 1,4%, em agosto. Em compensação, o faturamento real registrou a maior alta entre os indicadores (4,6%). Houve crescimento ainda na UCI (1,6 ponto percentual), nas compras industriais (0,7%) e no emprego (0,3%). As horas trabalhadas na produção ficaram praticamente estáveis (-0,1%), enquanto apenas a massa salarial real (-0,7%) caiu.
Nessa mesma base de comparação, em 11 dos 17 setores as perdas predominaram, com os maiores impactos negativos para a queda da atividade industrial vindo de máquinas e equipamentos (-1,7%) e produtos de metal (-1,2%), borracha e plásticos (-0,4%) e químicos e refino de petróleo (-0,4%). O resultado geral só permanece positivo em função dos bons desempenhos de Veículos automotores (aumento de 13%), couros e calçados (3,4%) e tabaco (2,7%).
De acordo com a Fiergs, o principal obstáculo para uma melhora maior na indústria é o ritmo lento da demanda impactada, internamente, pela fraqueza do mercado de trabalho e pela crise fiscal, e, externamente, sobretudo, pela crise da Argentina. A demanda insuficiente e a alta ociosidade no setor limitam também os investimentos.
 
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