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Porto Alegre, sexta-feira, 04 de outubro de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Edição impressa de 04/10/2019. Alterada em 04/10 às 09h24min

Trigo deve ter boa safra, mas os preços preocupam

Dos 740 mil hectares cultivados, 5% estão prontos para colheita

Dos 740 mil hectares cultivados, 5% estão prontos para colheita


/JOSÉ SCHAEFER/EMATER/DIVULGAÇÃO/JC
Marcelo Beledeli
A colheita gaúcha de trigo está para começar, com boas perspectivas de potencial produtivo. No entanto, entidades agrícolas e produtores estão preocupados tanto com a comercialização, que pode ter uma oferta muito superior à demanda internar, quanto com os preços do cereal, que vêm apresentando queda.
A colheita gaúcha de trigo está para começar, com boas perspectivas de potencial produtivo. No entanto, entidades agrícolas e produtores estão preocupados tanto com a comercialização, que pode ter uma oferta muito superior à demanda internar, quanto com os preços do cereal, que vêm apresentando queda.
Segundo a Emater, foram plantados 740 mil hectares de trigo no Rio Grande do Sul. Desse total, 5% já está em maturação, próximo do ponto de colheita. Na próxima semana, dependendo das condições meteorológicas, as primeiras lavouras devem ser colhidas na região Noroeste do Estado, a primeira a iniciar a safra. Além disso, embora a média de produção do Estado seja de 40 sacas de 60 quilos por hectare, em várias regiões, de acordo com a Emater, as plantações estão apresentando condições para registrar produtividades acima de 60 sacas por hectare. "Esse ano a lavoura está muito bonita, possivelmente a melhor dos últimos cinco anos" afirma o produtor Leonísio Roberti. Com 40 hectares plantados no município de Doutor Maurício Cardoso, no Noroeste do Estado, acredita que deve terminar sua colheita até o dia 25 de outubro. "O clima está contribuindo, e não deve atrapalhar", destaca Roberti, que espera alcançar uma produtividade de 60 a 70 sacas por hectare.
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Claude Carbonera, produtor do município de Estação, no Norte do Estado, também espera que o clima siga contribuindo para a cultura. "Tivemos um inverno seco, como as plantas gostam, e se não chover demais até a colheita a produtividade e qualidade devem ser muito boas, ao contrário do ano passado", destacou. Em 2018, problemas climáticos levaram as lavouras de Carbonera a produzir apenas 47 sacas por hectare. Neste ano, a expectativa é atingir, nos 88 hectares plantados, uma produtividade de 70 a 80 sacas por hectare.
A preocupação dos produtores agora se volta para a comercialização. Segundo a FecoAgro/RS, apesar da frustração de safra no Paraná, resultado da adversidade climática ocorrida durante o período de desenvolvimento naquele estado, as vendas gaúchas não estão fluindo.
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Segundo Paulo Pires, presidente da FecoAgro/RS, as estimativas iniciais da entidade são de uma colheita de 2,2 milhões de toneladas no Estado, enquanto o consumo da indústria moageira é de apenas 1 milhão de toneladas. "No ano passado, nós tivemos 600 mil toneladas de trigo destinado para exportação. Em 2019, não temos contratos para vendas externas negociados. Podemos ter uma demanda muito concentrada para uma oferta abundante", alerta Pires.
Para o dirigente, mesmo um possível aumento de consumo vindo do setor de alimentação animal, que pode substituir compras de milho devido ao aumento do preço do grão, não seria suficiente para aliviar os estoques que trigo que serão formados. Os preços do trigo já vêm caindo no mercado local. Segundo as cotações da Emater, a média da saca de 60 quilos no Estado passou de R$ 41,45 na primeira semana de setembro para R$ 40,33 nesta semana, uma queda de 2,70%. Nesta mesma época, no ano passado, o preço da saca estava em R$ 44,39 (9,15% maior). "O preço sempre costuma cair na entrada da safra. Mas a gente fica dependente dos moinhos, que costumam importar trigo estrangeiro mais barato. Neste ano, o dólar mais caro talvez ajude, mas a situação ainda preocupa", afirma Carbonera.
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