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Porto Alegre, segunda-feira, 30 de setembro de 2019.
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Finanças

Edição impressa de 30/09/2019. Alterada em 30/09 às 03h00min

Previdência complementar ganha atenção de investidores

Com a expectativa de que a reforma da Previdência seja aprovada pelo Senado agora em outubro, cada vez mais brasileiros se preocupam com a renda da aposentadoria. E há opções para todos os tipos de investidor, com aportes iniciais a partir de R$ 1 mil.
Com a expectativa de que a reforma da Previdência seja aprovada pelo Senado agora em outubro, cada vez mais brasileiros se preocupam com a renda da aposentadoria. E há opções para todos os tipos de investidor, com aportes iniciais a partir de R$ 1 mil.
Antes, para fazer um bom investimento era necessário um aporte inicial de pelo menos R$ 10 mil. Agora é possível ingressar em um fundo de previdência complementar com aporte inicial a partir de R$ 1 mil e aplicações mensais de apenas R$ 50,00.
"Queremos todos os tipos de investidores, ofertamos fundos com baixo aporte. E vemos cada vez mais bons gestores dispostos a reduzir o valor de entrada", conta Sandra Blanco, consultora de investimentos da plataforma Órama.
Segundo cálculos da corretora XP, depois de 25 anos de investimento, um fundo de previdência rende 15% a mais que um fundo padrão com a mesma rentabilidade bruta.
Com o fácil acesso, todos podem investir. Mas, ressaltam especialistas, antes é preciso ter uma reserva de emergência, para não ter de resgatar os recursos no caso de um imprevisto. "Previdência é longo prazo, primeiro é preciso ter aplicações para necessidades de curto prazo", diz Marcelo Milech, planejador financeiro certificado pela Planejar.
Há dois tipos de fundo, o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). A principal diferença é a tributação. O PGBL é mais indicado para quem declara o Imposto de Renda (IR) pelo formulário completo, pois permite abater os aportes, até 12% da renda tributável. Mas no resgate o IR incide sobre o total acumulado. O VGBL é melhor para quem faz a declaração simplificada: não há dedução anual, mas no resgate só se vai pagar IR sobre os rendimentos.
É preciso ainda ter atenção com as taxas: muito elevadas, reduzem o rendimento. Com o aumento da concorrência, os fundos estão deixando de cobrar taxas de carregamento (cobrança pela aplicação ou resgate), além de reduzir as taxas de administração. "A indústria está reduzindo taxas e se tornando mais competitiva", diz Jorge Nasser, presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi).
E, com a queda da taxa básica de juros (Selic), hoje em 5,5% ao ano, os investidores cada vez mais buscam retorno melhor. Para isso, vale até trocar de fundo. É possível fazer isso sem resgatar os recursos, mas só no mesmo segmento: de PGBL para PGBL e de VGBL para VGBL.
Também para atender à busca por maior rentabilidade, as gestoras estão lançando mais fundos multimercados. Segundo Henrique Diniz, superintendente de Previdência da Icatu, se, em 2016, 95% do mercado estavam na renda fixa, em 2018 eram 88%.
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