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Porto Alegre, quinta-feira, 19 de setembro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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bancos

19/09/2019 - 12h15min. Alterada em 19/09 às 17h11min

'O Estado não vende seu patrimônio a qualquer preço', diz Eduardo Leite

Governador do Estado negou derrota em suspensão de venda de ações do Banrisul

Governador do Estado negou derrota em suspensão de venda de ações do Banrisul


Bruna Oliveira/Especial/JC
Bruna Oliveira
Após anúncio do cancelamento da venda de ações ordinárias do Banrisul, o governador Eduardo Leite convocou uma coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (19), no Palácio Piratini, para esclarecer o recuo na operação. A desistência havia sido comunicada mais cedo, em fato relevante na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Leite afirmou que o preço por ação não atingiu o valor esperado - sem revelar qual a cifra pretendida, e que "o Estado não vende seu patrimônio a qualquer preço".
Após anúncio do cancelamento da venda de ações ordinárias do Banrisul, o governador Eduardo Leite convocou uma coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (19), no Palácio Piratini, para esclarecer o recuo na operação. A desistência havia sido comunicada mais cedo, em fato relevante na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Leite afirmou que o preço por ação não atingiu o valor esperado - sem revelar qual a cifra pretendida, e que "o Estado não vende seu patrimônio a qualquer preço".
Ao lado do vice-governador Ranolfo Vieira Júnior, do secretário da Fazenda, Marco Aurélio Cardoso, e do chefe da casa Civil, Otomar Vivian, o governador enfatizou que a oferta das ações se tratava de uma "operação consistente", tendo grandes bancos como estruturadores, e que, por isso, a decisão de cancelar o negócio não se trata de uma perda. "Foi uma decisão em defesa do interesse do Estado, mas era uma oportunidade que deixou de ser possível", afirmou Leite. 
O secretário da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, afirmou que a operação foi coordenada por um "primeiríssimo time do mercado" e que, "de modo algum, (a venda) estava fora de ambiente favorável", salientando que a bolsa brasileira vive sua máxima histórica.
Para o governador, "movimentos especulativos" e reportagens veiculadas na imprensa a respeito da operação prejudicaram o negócio. "O debate público contaminou o ambiente e afetou o preço das ações", disse, citando também mobilizações encabeçadas por partidos políticos e sindicatos esta semana.  Deputados da oposição, independentes e da base, como Novo, MDB e PT, pretendiam lançar na manhã de hoje um manifesto contra a venda. 
O anúncio sobre uma nova venda de lote de ações do banco, lançado no dia 10 de setembro, já indicava a possibilidade de o governo desistir do negócio, caso o valor de venda ficasse abaixo do esperado. O governo gaúcho contava com a negociação para resolver o problema de caixa e, sobretudo, colocar em dia o salário dos servidores estaduais, que recebem os vencimentos parcelados há 45 meses. 
Sobre uma oferta futura de um novo lote de ações, ou de outras medidas envolvendo o Banrisul, Leite afirmou que nenhuma ação está descartada, mas garantiu que "não vê espaço" para a privatização do banco gaúcho. 
Na quarta-feira, o governo já havia anunciado mudanças na oferta de ações, comunicando ao mercado que estava reduzindo o volume de papéis ofertados e ainda adiando em um dia o fechamento da operação, prevista para esta quinta-feira.
As negociações envolvendo o banco fazem parte do projeto de Recuperação Fiscal do Estado (RRF) e são ponto de maior divergência entre o Estado e a União. Diante do recuo na negociação dos papéis, Leite afirmou que outras medidas a curto prazo estão no radar para adesão ao Regime, como negociação com outros poderes e ações judiciais para antecipação de recursos, sem detalhar cada medida.
Em São Leopoldo, onde cumpria outra agenda após deixar a coletiva no Palácio Piratini, Leite comentou à reportagem do JC a fala do ministro-chefe da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, que afirmou que o acordo da dívida com RS não sai em 2019
O governador mostrou surpresa com a notícia, já que a negociação é com a STN e não com Casa Civil. "Nunca nos foi repassado sobre esta posição. Estamos em conversa com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e não envolve a Casa Civil. Vamos trabalhar para assinar este ano. Se não ocorrer, não vai nos impor obstáculos para que continuemos tentando", afirmou Leite.
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