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Porto Alegre, quarta-feira, 18 de setembro de 2019.
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Economia

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Relações Internacionais

Edição impressa de 18/09/2019. Alterada em 18/09 às 03h00min

Bolsonaro reduz encontros na Assembleia da ONU

EUA, Polônia, Colômbia, Peru, Ucrânia e África do Sul saíram da agenda

EUA, Polônia, Colômbia, Peru, Ucrânia e África do Sul saíram da agenda


/Drew Angerer/Getty Images/AFP/JC
A agenda encurtada do presidente Jair Bolsonaro durante a 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, na próxima semana, levou à suspensão do que seria o primeiro encontro bilateral com o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson. O britânico, líder do Partido Conservador, se tornou um importante aliado do Brasil na questão das queimadas da Floresta Amazônica.
A agenda encurtada do presidente Jair Bolsonaro durante a 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, na próxima semana, levou à suspensão do que seria o primeiro encontro bilateral com o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson. O britânico, líder do Partido Conservador, se tornou um importante aliado do Brasil na questão das queimadas da Floresta Amazônica.
Também saíram da programação reuniões com Estados Unidos, Polônia e Colômbia, além de Peru, Ucrânia e África do Sul. Com isso, segundo integrantes do governo brasileiro, não há expectativa de encontros bilaterais durante a viagem. A previsão inicial era de que Bolsonaro e Trump conversassem antes de seus discursos na Assembleia. O Brasil faz o discurso de abertura e, em seguida, é a vez dos Estados Unidos, o anfitrião do evento. Esta possibilidade ainda não está descartada.
As reuniões com os sete líderes ainda estavam sendo alinhavadas, mas o governo brasileiro declinou após recomendação médica para que Bolsonaro diminuísse as atividades durante a Assembleia da ONU. O presidente se recupera de uma cirurgia para correção de uma hérnia , realizada no dia 8 de setembro. Após nove dias internado no hospital Vila Nova Star, em São Paulo, Bolsonaro retornou nesta segunda para Brasília.
A conversa com o premier britânico teria como pontos principais a Amazônia e a possibilidade de um acordo de livre comércio. Durante o encontro da cúpula do G7, no mês passado, Johnson se insurgiu contra o presidente da França, Emmanuel Macron, e o acusou de usar a floresta para interferir no acordo entre União Europeia com Mercosul. Os britânicos ainda doaram ao Brasil R$ 50 milhões para ajudar no combate aos incêndios.
A Amazônia também deveria ser o tema de debate com o presidente da Colômbia, Iván Duque, outro líder de direita na América do Sul. Os dois vêm conversando sobre um plano conjunto dos países da região amazônica e também sobre a crise na Venezuela.
O encontro com o presidente da Polônia, Andrzej Duda, marcaria a aproximação de Bolsonaro com outro líder conservador e alinhado a Trump. Os poloneses integram o Grupo Visegrado, ao lado de Hungria, República Tcheca e Eslováquia, onde a direita nacionalista está no poder. Segundo uma fonte do governo brasileiro, esse grupo apoia a criação de uma nova política internacional para o meio ambiente, como alternativa ao Acordo de Paris.
O Brasil tem interesses estratégicos na relação com Ucrânia, África do Sul e Peru. No caso da Ucrânia, havia uma forte aproximação política com o ex-presidente conservador Petro Poroshenko . Ele e Bolsonaro se reuniram em um encontro paralelo ao Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, no início deste ano. Mas Poroshenko perdeu as eleições de abril para o ex-comediante Volodymyr Zelenskiy , que tomou posse em maio.
A África do Sul é membro do Brics - bloco que também é integrado por Brasil, Rússia, Índia e China. O encontro com o líder sul-africano Cyril Ramaphosa seria uma preparatória para a reunião de cúpula do grupo, que acontecerá em Brasília, em novembro. Da direita tradicional peruana, o presidente Martín Vizcarra tem demonstrado afinidade com Bolsonaro nos principais temas ligados à região, sendo um deles a situação na Venezuela. Assim como o presidente brasileiro, Vizcarra considera o governo do chavista Nicolás Maduro ilegítimo e reconhece como presidente daquele país o líder opositor Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional. No campo econômico, Brasil e Peru pretendem ampliar um acordo firmado há cerca de três anos.
O embarque da comitiva brasileira, que incluirá o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), ocorrerá no dia 23 - o planejamento inicial era que Bolsonaro viajasse para os Estados Unidos no dia 22. A volta ao Brasil está prevista para o dia 25. Antes, porém, Bolsonaro passará por Dallas, no Texas, onde no aeroporto deverá ter um rápido encontro com empresários ligados ao setor militar dos Estados Unidos.
 

Christine Lagarde é indicada para chefiar o BCE

Aprovação final para o cargo está prevista para o mês de outubro

Aprovação final para o cargo está prevista para o mês de outubro


SAUL LOEB/AFP/JC
O Parlamento Europeu aprovou nesta terça-feira (17), por ampla maioria, a indicação da ex-diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Christine Lagarde para a presidência do Banco Central Europeu (BCE), no lugar de Mario Draghi.
Em um escrutínio secreto, 394 parlamentares votaram a favor e 206 foram contra. Houve 49 abstenções. A indicação de Lagarde depende agora da aprovação do Conselho Europeu, em outubro. Caso receba o aval do conselho, Lagarde substituirá Draghi no dia 1º de novembro.
 

Fechado acordo para exportar produtos para a Arábia Saudita

O governo brasileiro fechou acordos que ampliam a pauta de exportação de produtos do agronegócio para a Arábia Saudita. Foram autorizadas as exportações de castanhas, derivados de ovos e a ampliação do acesso a frutas brasileiras. Somados, os produtos representam um mercado potencial superior a US$ 2 bilhões, informa o Ministério da Agricultura, em comunicado.

O acerto foi realizado em Riad, durante reunião entre o CEO da Saudi Food and Drug Authority (SFDA) da Arábia Saudita, Hisham bin Saad Al Jadhey, e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

Conforme o Ministério da Agricultura, Hisham Al Jadhey mencionou que a Arábia Saudita importa 80% dos alimentos que consome - provenientes de mais de 150 países - , e que o Brasil é importante parceiro para garantir a segurança alimentar do país.

Ele ressaltou, ainda, a qualidade dos produtos brasileiros e demonstrou satisfação com a diversificação da pauta agrícola do Brasil.

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