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Aviação

- Publicada em 21h09min, 12/09/2019. Atualizada em 21h08min, 12/09/2019.

Embraer faz a primeira entrega do jato comercial E195-E2

Trajeto Campinas-Brasília com o modelo começa a operar em outubro

Trajeto Campinas-Brasília com o modelo começa a operar em outubro


/EMBRAER/DIVULGAÇÃO/JC
A Embraer entregou nesta quinta-feira a primeira unidade do jato E195-E2, maior avião comercial projetado e construído no Brasil. O modelo é o segundo lançamento da nova família de jatos E2, aposta da futura Boeing Brasil Commercial no mercado de aviões para até 150 passageiros -o menor E190-E2 foi lançado em 2018.
A Embraer entregou nesta quinta-feira a primeira unidade do jato E195-E2, maior avião comercial projetado e construído no Brasil. O modelo é o segundo lançamento da nova família de jatos E2, aposta da futura Boeing Brasil Commercial no mercado de aviões para até 150 passageiros -o menor E190-E2 foi lançado em 2018.
"Ao completar 50 anos não poderia imaginar um momento mais significativo para a Embraer do que entregar o maior avião que já fizemos para uma empresa daqui", afirmou o presidente executivo da Embraer Aviação Comercial, John Slattery, durante a cerimônia de entrega do avião em São José dos Campos (SP). A companhia de lançamento do E195-E2 será a Azul, que encomendou 51 unidades para renovar sua frota. Hoje, a Azul voa com o E190 e o E195 de primeira geração, sendo a única grande companhia aérea brasileira a operar jatos da Embraer.
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A primeira rota operada pelo E195-E2 será Campinas-Brasília. "Queremos mostrar para o governo essa bela aeronave fabricada aqui (no Brasil). Vamos começar já em outubro", afirmou o presidente executivo da Azul, John Rodgerson. Segundo Rodgerson, a companhia espera abrir de seis a oito novas rotas por ano graças ao E2. O desafio do novo avião será provar a economia que promete para deslanchar as vendas.
A Azul vai operar o E195-E2 na configuração de classe única, com 136 assentos -o modelo tem capacidade para até 146 passageiros, quase 20 a mais do que o modelo da primeira geração. Ao mesmo tempo, o custo por assento, cálculo crucial para as companhias, caiu 25,4% em relação ao antecessor, segundo a Embraer. Os custos de manutenção são 20% menores, também de acordo com a fabricante.
Até o momento, no entanto, as encomendas não deslancharam. Dentre os 124 pedidos firmes pelo novo modelo, a Azul é a única cliente de grande porte. Outras encomendas vieram de pequenas companhias da Espanha, Nigéria e empresas de leasing. Um outro potencial grande cliente, a holandesa KLM, ainda não finalizou o acordo anunciado em junho para a compra de até 35 aviões E195-E2, sendo 15 pedidos firmes e 20 opções (que podem ou não ser transformadas em compras firmes).
Rodgerson, presidente executivo da Azul, disse que a diversidade de aeronaves da frota permite uma vantagem para a empresa em mercados como a ponte aérea Rio-São Paulo, onde a Azul começou a operar em agosto. "Às 7h da manhã provavelmente voaremos com um A320, mas no meio do dia queremos voar com o E2."
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