Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 13 de setembro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

conjuntura

12/09/2019 - 19h13min. Alterada em 13/09 às 08h19min

Fipe deixa de calcular PIB gaúcho e IBGE voltará a fornecer dados

Secretária Leany Lemos remontou parte da equipe da antiga FEE para fazer indicadores

Secretária Leany Lemos remontou parte da equipe da antiga FEE para fazer indicadores


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Patrícia Comunello
Reviravolta na condução do cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho. A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), contratada em 2018 por R$ 3,3 milhões anuais para fazer principalmente o PIB, deixa de fazer o trabalho do indicador. Enquanto isso, 16 meses depois de cancelar o repasse de informações ao Rio Grande do Sul, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) voltará a fornecer dados para o cálculo do principal indicador da economia, que é o PIB.
Reviravolta na condução do cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho. A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), contratada em 2018 por R$ 3,3 milhões anuais para fazer principalmente o PIB, deixa de fazer o trabalho do indicador. Enquanto isso, 16 meses depois de cancelar o repasse de informações ao Rio Grande do Sul, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) voltará a fornecer dados para o cálculo do principal indicador da economia, que é o PIB.
O governo estadual assina na manhã desta sexta-feira (13) com o órgão um convênio para reatar a parceria. O repasse foi suspenso em maio do ano passado após ser feita a desativação da Fundação de Economia e Estatística (FEE), que atuou por mais de 40 anos na área e que teve a extinção aprovada pela Assembleia Legislativa em fim de 2016. Além da FEE, outras fundações tiveram o mesmo destino.
Notícias sobre economia são importantes para você?
A lacuna de quase um ano e meio afetou o cálculo do indicador, pois muitas informações primárias que são liberadas pelo IBGE não estavam chegando à Fipe. Além disso, medida da Justiça impede desde meados de 2018 o pagamento da fundação com sede em São Paulo. Para ter uma área que pudesse ficar com técnicos da antiga FEE - que não foram desligados por decisão da Justiça do Trabalho, o Estado havia criado no governo anterior o Departamento de Economia e Estatística (DEE). A Fipe chegou a elaborar algumas séries do PIB, mas houve questionamentos de áreas de universidades sobre a credibilidade, por não seguir a metodologia anterior.
Desde que o governo de Eduardo Leite assumiu, ocorre uma progressiva recomposição da gestão e execução de indicadores e pesquisas pela área de carreira, com o DEE à frente. A Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), onde está o departamento, repactuou o contrato com a Fipe, reduzindo muito o volume de entregas. O valor que restou e também a situação do passivo - já que a fundação contratata nunca recebeu pelos trabalhos já feitos - devem ser explicados pela titular da pasta, Leany Lemos, nesta sexta.
O compartilhamento de dados com o IBGE, que será reativado com a assinatura do acordo de cooperação com a principal instituição de pesquisa estatística do Brasil, vai permitir o cálculo do (PIB trimestral e anual do Estado e dos municípios. Estes indicadores são essenciais para saber a condição da atividade econômica e também é o mais relevante para estudos feitos por outras entidades.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia