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Porto Alegre, quarta-feira, 11 de setembro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 11/09 às 11h14min

Exterior positivo e varejo acima da expectativa influenciam alta do Ibovespa

Estadão Conteúdo
O ambiente externo positivo e o desempenho melhor que o esperado das vendas do varejo no Brasil dão espaço nesta quarta-feira (11) para alta da Bolsa, que na terça-feira, interrompeu uma sequência de quatro pregões seguidos de valorização. Na véspera, o índice cedeu 0,14%, aos 103.031,50 pontos.
O ambiente externo positivo e o desempenho melhor que o esperado das vendas do varejo no Brasil dão espaço nesta quarta-feira (11) para alta da Bolsa, que na terça-feira, interrompeu uma sequência de quatro pregões seguidos de valorização. Na véspera, o índice cedeu 0,14%, aos 103.031,50 pontos.
A melhora dos mercados internacionais, conforme analistas, decorre da expectativa de anúncio de novos estímulos para a zona do euro pelo Banco Central Europeu (BCE), na quinta-feira, em sua reunião de política monetária. Além disso, a ausência de notícias desfavoráveis no âmbito da guerra comercial entre Estados Unidos e China também é citada como fator a contribuir com o comportamento positivo lá fora. Às 11h05min, o Ibovespa subia 0,90%, aos 103.961 pontos.
Em julho, houve aumento de 1,0% nas vendas do comércio varejista em julho ante junho, o que é o melhor resultado para o mês desde 2013 (2,7%), conforme a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com julho de 2018, o crescimento de 4,3% também foi mais elevado para o período. Os dois dados superaram o teto das expectativas na pesquisa do Projeções Broadcast.
Neste cenário, as vendas melhores, ainda que não mudem o quadro de retomada moderada da atividade, podem permitir algum ganho das ações do setor na Bolsa, que na terça sofreram com o lançamento da Amazon no Brasil.
A companhia lançou o serviço Prime no Brasil, que, por R$ 9,90 mensais, e dará gratuidade no frete para milhares de produtos vendidos pela própria companhia. "A queda dos papéis ontem foi exagerada. As empresas que aqui estão já estão consolidadas, e o consumidor dificilmente opta somente pela companhia que tem o melhor preço, mas também avalia credibilidade", explica a fonte.
"Os dados do varejo brasileiro, no fundo, são uma notícia positiva, sugerindo que a fase de resultados melhores de atividade estão aparecendo, indicando um terceiro trimestre mais favorável, afirma o economista Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria Integrada. No entanto, pondera, que ainda podem ocorrer oscilações nos próximos números.
No exterior, a expectativa de medidas de impulso pelo BCE se junta aos dados da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) cortou projeção de avanço na demanda global pela commodity em 2019. A notícia reflete em alta nas cotações da matéria-prima. As ações da Petrobras sobem.
Para Campos Neto, a informação de que a China vai isentar 16 tipos de produtos da primeira rodada de tarifas extras a importações dos Estados Unidos, também é bem-vinda, pois indica certa acomodação na tensão comercial entre os dois países.
No entanto, o economista pondera que os investidores vão monitorar os temas relacionadas às reformas tributária e da Previdência. Na terça, o governo informou detalhes da proposta de criar um novo imposto sobre transações nos moldes da CPMF, para elevar a arrecadação. A medida não deve ser tarefa fácil para o governo, já que enfrenta rejeição pelo Congresso.
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