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Indústria

- Publicada em 21h40min, 08/09/2019. Atualizada em 11h02min, 09/09/2019.

Polo químico apresenta primeiros interessados

Empresas devem transferir base da produção para o polo, diz Battastini

Empresas devem transferir base da produção para o polo, diz Battastini


/ANTONIO PAZ/ARQUIVO/JC
Jefferson Klein
O projeto do Polo Integrado da Química RS Montenegro e Triunfo dará um passo importante, nesta segunda-feira, para se tornar uma realidade. Na sede do Sindicato das Indústrias Químicas no Estado do Rio Grande do Sul (Sindiquim-RS), em Porto Alegre, sete empresas assinam manifestação de interesse para ingressar no complexo.
O projeto do Polo Integrado da Química RS Montenegro e Triunfo dará um passo importante, nesta segunda-feira, para se tornar uma realidade. Na sede do Sindicato das Indústrias Químicas no Estado do Rio Grande do Sul (Sindiquim-RS), em Porto Alegre, sete empresas assinam manifestação de interesse para ingressar no complexo.
De acordo com o presidente do Sindiquim-RS, Newton Battastini, firmarão o documento as companhias Crivela, Tecpon, Quimicamar (as três com sede em Cachoeirinha), Tintas Kresil, Memphis, Rochadel (essas situadas na Capital) e a Botanik, de Campo Bom. Tratam-se de empresas de médio e pequeno portes ligadas a segmentos como de higienização, cosméticos e tintas. Battastini prevê que as primeiras instalações das unidades industriais dessas empresas no polo químico começarão a ocorrer no espaço de dois anos. O dirigente adianta que essas companhias poderão manter suas operações comerciais em suas atuais sedes, dependendo de seus planejamentos, mas deverão transferir suas plantas de produção para o polo químico.
O complexo é um espaço separado para o segmento químico dentro do Distrito Industrial de Montenegro, que pertence ao governo do Estado. A área destinada aos empreendedores desse setor corresponde a cerca de 700 hectares (o equivalente a aproximadamente 20 parques da Redenção). Em dezembro do ano passado, o governo gaúcho assinou um protocolo de intenções para levar o projeto adiante.
O presidente do Sindiquim-RS destaca que juntar as empresas em um mesmo terreno aumenta a segurança da operação. Outras vantagens são a disponibilidade de infraestrutura, energia, ampla malha viária da região e proximidade do terminal hidroviário Santa Clara. O polo químico conta, ainda, com um sistema integrado de tratamento de efluentes líquidos, com capacidade de operação adicional de 40%, uma área vizinha com 66 lotes destinados a empresas prestadoras de serviços e está perto do polo petroquímico de Triunfo, empreendimento consolidado que garante a manutenção das condições estruturais. O dirigente salienta, ainda, que, por se tratar de uma área regularizada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), o processo de licenciamento é mais simples. Battastini detalha que a prefeitura de Montenegro, para auxiliar no processo de implantação dessas empresas, pode apoiar com obras de terraplanagem.
O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Ruy Irigaray, acrescenta que, neste segundo semestre, será inaugurada uma escola que servirá para a capacitação dos profissionais que irão atuar no polo químico. O prédio ficará em Montenegro, e a iniciativa conta com o apoio da prefeitura da cidade, do governo do Estado, da Fiergs e do Senai.
Irigaray comenta que, como a proposta é fomentar o desenvolvimento do Estado, o governo pode vender os terrenos no polo químico a valores módicos, até 10% do normal de mercado. Projeto semelhante ao que está sendo feito no Distrito Industrial de Montenegro será desenvolvido em Rio Grande para atrair empresas, principalmente, voltadas para importação e exportação. A área voltada para essa iniciativa é de cerca de 1,2 mil hectares. Já para distritos que pertencem ao Estado, mas que são de menor porte, como os de Cachoeira do Sul, Alvorada e Bagé, a estratégia, diz Irigaray, será repassá-los para as administrações municipais.
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