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Porto Alegre, segunda-feira, 02 de setembro de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Edição impressa de 02/09/2019. Alterada em 01/09 às 22h50min

Sindilat pede medidas para enfrentar acordo com a UE

O presidente do Sindilat-RS, Alexandre Guerra, defendeu a adoção de medidas compensatórias que ajudem o setor lácteo a enfrentar a concorrência com os importados que ingressarão no País dentro do acordo firmado entre o Mercosul e a União Europeia (UE). O acordo de livre-comércio, selado em junho, agrava a situação dos produtores e dos laticínios, que vêm enfrentando dificuldades há tempo. "Sabemos da importância dos acordos para melhorar a estrutura econômica do País, mas entendemos que ainda não estamos preparados para certas ações. Precisamos ter medidas compensatórias até que sejamos competitivos o suficiente", declarou, lembrando que, além da concorrência com os países do Prata, agora o mercado nacional também sofrerá o impacto dos itens europeus. O tema foi alvo de audiência pública promovida pelo Senado Federal, durante a Expointer, em Esteio. O encontro foi um pleito do senador Luis Carlos Heinze (PP), que acredita que o País colherá, em breve, os frutos desse novo acordo.
O presidente do Sindilat-RS, Alexandre Guerra, defendeu a adoção de medidas compensatórias que ajudem o setor lácteo a enfrentar a concorrência com os importados que ingressarão no País dentro do acordo firmado entre o Mercosul e a União Europeia (UE). O acordo de livre-comércio, selado em junho, agrava a situação dos produtores e dos laticínios, que vêm enfrentando dificuldades há tempo. "Sabemos da importância dos acordos para melhorar a estrutura econômica do País, mas entendemos que ainda não estamos preparados para certas ações. Precisamos ter medidas compensatórias até que sejamos competitivos o suficiente", declarou, lembrando que, além da concorrência com os países do Prata, agora o mercado nacional também sofrerá o impacto dos itens europeus. O tema foi alvo de audiência pública promovida pelo Senado Federal, durante a Expointer, em Esteio. O encontro foi um pleito do senador Luis Carlos Heinze (PP), que acredita que o País colherá, em breve, os frutos desse novo acordo.
Segundo o secretário da Agricultura do Estado, Covatti Filho, o acordo representa uma abertura econômica para o Brasil, mas vem sendo analisado criteriosamente pela Secretaria de Agricultura. "Acreditamos que o acordo é positivo, mas com algumas ressalvas. Temos dois setores profundamente afetados: o leite e o vinho. Por isso, a tensão e as discussões são necessárias e precisam ser amplamente debatidas", destacou Covatti Filho.
Segundo o secretário da Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Fernando
Schwanke, o ministério é parceiro do agronegócio brasileiro e da competitividade. "Essa é uma grande oportunidade de aumentar a competitividade de setores que, hoje, não são competitivos", afirmou, defendendo a abertura das negociações.
 

Leite Seguro vai beneficiar cadeia produtiva gaúcha

Lançado na Expointer, o programa Leite Seguro vai beneficiar toda a cadeia produtiva do setor no Rio Grande do Sul. Desenvolvido pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária do Estado
(LFDA-RS), em parceria com a Embrapa Clima Temperado, o projeto obteve financiamento de R$ 30,5 milhões, por meio de edital do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e vai atuar em diferentes linhas de atuação.

Uma delas será junto aos produtores, com o desenvolvimento de ferramentas e diagnósticos que melhorem a gestão dentro das propriedades. Nesse âmbito, também serão realizadas atividades de divulgação e transferência de conhecimento ao produtor e de informação e esclarecimentos à população.

No nível laboratorial, o projeto vai buscar a introdução de metodologias mais rápidas e sensíveis que identifiquem fatores de qualidade e segurança dos produtos, como aqueles para a detecção rápida de fraudes.

Para complementar, o programa Leite Seguro vai atuar na estruturação de ferramentas de Tecnologia da Informação (TI) que permitam a compilação, o monitoramento e o tratamento de dados de produção gerados, para subsidiar tomada de decisão pelos gestores, em alinhamento com as políticas já estabelecidas pelo ministério. A previsão é que o projeto comece a ser executado em setembro e continue a ser realizado nos próximos 36 meses.

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