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Economia

- Publicada em 28 de Agosto de 2019 às 15:56

Juro médio do rotativo do cartão sobe em julho para 300,3% ao ano

Taxa da modalidade rotativo regular passou de 277,2% para 283,7% ao ano de junho para julho

Taxa da modalidade rotativo regular passou de 277,2% para 283,7% ao ano de junho para julho


MARCOS SANTOS/USP IMAGENS/DIVULGAÇÃO/JC
Agência Estado
O juro médio total cobrado no rotativo do cartão de crédito subiu 0,2 ponto porcentual de junho para julho, informou o Banco Central. Com isso, a taxa passou de 300,1% para 300,3% ao ano.
O juro médio total cobrado no rotativo do cartão de crédito subiu 0,2 ponto porcentual de junho para julho, informou o Banco Central. Com isso, a taxa passou de 300,1% para 300,3% ao ano.
O juro do rotativo é uma das taxas mais elevadas entre as avaliadas pelo BC. Dentro desta rubrica, a taxa da modalidade rotativo regular passou de 277,2% para 283,7% ao ano de junho para julho. Neste caso, são consideradas as operações com cartão rotativo em que houve o pagamento mínimo da fatura.
Já a taxa de juros da modalidade rotativo não regular passou de 316,4% para 311,9% ao ano. O rotativo não regular inclui as operações nas quais o pagamento mínimo da fatura não foi realizado.
No caso do parcelado, ainda dentro de cartão de crédito, o juro passou de 175,6% para 175,2% ao ano.
Considerando o juro total do cartão de crédito, que leva em conta operações do rotativo e do parcelado, a taxa passou de 68,1% para 66,1% de junho para julho.
Em abril de 2017, começou a valer a regra que obriga os bancos a transferirem, após um mês, a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado, a juros mais baixos. A intenção do governo com a nova regra era permitir que a taxa de juros para o rotativo do cartão de crédito recuasse, já que o risco de inadimplência, em tese, cai com a migração para o parcelado.
O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro ficou em 44,3% em junho, ante 44,0% em maio, informou o Banco Central. Se forem descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento ficou em 25,6% em junho, ante 25,4% em maio.
O cálculo do BC leva em conta o total das dívidas dividido pela renda no período de 12 meses. Além disso, incorpora os dados da Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar (Pnad) Contínua e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), ambas do IBGE.
Segundo o BC, o comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) atingiu 20,6% em junho, ante 20,3% em maio. Descontados os empréstimos imobiliários, o comprometimento da renda ficou em 18,3% em junho, ante 18,0% em maio.
Crédito para habitação pessoa física
O estoque das operações de crédito direcionado para habitação no segmento pessoa física cresceu 0,5% em julho ante junho, totalizando R$ 618,308 bilhões, informou o Banco Central.
Em 12 meses até julho, o crédito para habitação no segmento pessoa física subiu 5,8%.
Já o estoque de operações de crédito livre para compra de veículos por pessoa física avançou 0,9% em julho ante junho, para R$ 185,820 bilhões. Em 12 meses, houve alta de 17,0%.
O saldo de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empresas recuou 1,5% em julho ante junho, somando R$ 405,046 bilhões, informou o Banco Central. Em 12 meses, a queda acumulada é de 11,1%.
Em julho, houve recuo de 2,7% nas linhas de financiamento agroindustrial, baixa de 1,2% no financiamento de investimentos e queda de 19,1% no saldo de capital de giro.
O saldo de crédito para as empresas do setor de agropecuária caiu 1,2% em julho, para R$ 24,009 bilhões.
Já o saldo para a indústria cedeu 1,8%, para R$ 606,461 bilhões. O montante para o setor de serviços teve baixa de 2,4%, para R$ 745,348 bilhões.
No caso do crédito para pessoa jurídica com sede no exterior e créditos não classificados (outros), o saldo subiu 48,1%, aos R$ 25,260 bilhões.
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