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Porto Alegre, segunda-feira, 26 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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empreendedorismo

26/08/2019 - 18h18min. Alterada em 26/08 às 18h43min

Evento capacita e inspira empreendedorismo feminino

Para Lessandra, evento é uma forma de motivar as mulheres que querem começar um negócio

Para Lessandra, evento é uma forma de motivar as mulheres que querem começar um negócio


ANDERSON PIRES/DIVULGAÇÃO/JC
Ana Fritsch
Mais de 30 atividades gratuitas foram promovidas no sábado (24), no 2º Women Power. O encontro foi um espaço aberto para capacitação e apresentação de produtos e serviços de empresárias gaúchas. As atividades foram realizadas no Espaço Unisinos (avenida Nilo Peçanha, 1500, em Porto Alegre), com uma série de palestras e oficinas gratuitas para estimular o desenvolvimento das mulheres. O local também recebeu uma feira com produtos de moda, beleza e decoração e um espaço holístico.
Mais de 30 atividades gratuitas foram promovidas no sábado (24), no 2º Women Power. O encontro foi um espaço aberto para capacitação e apresentação de produtos e serviços de empresárias gaúchas. As atividades foram realizadas no Espaço Unisinos (avenida Nilo Peçanha, 1500, em Porto Alegre), com uma série de palestras e oficinas gratuitas para estimular o desenvolvimento das mulheres. O local também recebeu uma feira com produtos de moda, beleza e decoração e um espaço holístico.
O 2º Women Power é um projeto realizado pela BPW Porto Alegre, em parceria com o Brick de Desapegos na feira de expositores. A BPW – Business Professional Women é a Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais de Porto Alegre, uma organização não-governamental, ligada à Federação Internacional de Mulheres Empreendedoras e à ONU Mulheres.
A presidente da BPW Porto Alegre, Lessandra Fraga, que coordena o evento, destacou a diversidade de conteúdos e a apresentação de cases como um diferencial para promover o empreendedorismo. “É uma forma de inspirar as mulheres que querem começar um negócio ou precisam das novo rumo para suas carreiras, além de fornecer dicas e orientações para quem já empreende”, analisa Lessandra.

Os desafios de estar à frente de uma empresa familiar

Aline foi nomeada a principal liderança da fabricante de bebidas após longa transição

Aline foi nomeada a principal liderança da fabricante de bebidas após longa transição


CLAITON DORNELLES /JC
Um dos destaques da programação, a empresária Aline Eggers Bagatini, CEO da Fruki, de Lajeado (RS), falou dos desafios de estar à frente de uma empresa familiar com 900 funcionários. Neste ano, em abril, Aline foi nomeada a principal liderança da fabricante de bebidas após uma longa transição para a sucessão.
“No início do processo de governança, há uns 14 anos, quando questionado pela primeira vez sobre quem deveria assumir a empresa, meu pai, Nelson Eggers, respondeu que o sucessor deveria ser meu irmão, que ainda estava no Ensino Médio, na época”, recorda. Mas o tempo passou e a confiança mútua foi crescendo e hoje Aline não só está no comando da Fruki como também preside a Associação Comercial e Industrial de Lajeado (ACIL), como outras entidades da região.
Mulheres que inspiram e apoiam outras mulheres é um dos princípios da BPW, que também norteou a fala de Rose Russowski, diretora da Lee Hecht Harrison, consultoria internacional que faz coaching de carreira. Em sua palestra “Impulsionando as Mulheres na Liderança”, ela apresentou cinco dicas para as mulheres ascenderem profissionalmente: ter um plano de carreira claro e compartilhado; ser sua própria porta-voz; acreditar que não há barreiras para o crescimento; entender que a influência ocorre de baixo para cima; e delegar trabalho. Rose ainda ressaltou a importância da sororidade e de que para as mulheres crescerem e preciso que várias mulheres cresçam juntas.
Para ilustrar esse potencial, a palestrante apresentou a história da soprano gaúcha Gabriela Di Lacio, que mora em Londres e descobriu a Enciclopédia Internacional de Mulheres Compositoras, que tem mais de 6 mil nomes. Ela, então, se deu conta que era preciso dar espaço a essas mulheres e passou a inclui-las preferencialmente em seu repertório. Criou, ainda, um projeto para estimular e unir outras mulheres que também são músicas. “O projeto cresceu e milhares de compositoras do mundo todo entram em contato e agradecem a iniciativa. Minha voz pode dar voz a outras mulheres”, celebrou Gabriela, em vídeo gravado especialmente para o evento.

A importância de inovar sempre

Miréia falou sobre o desafio da inclusão de pessoas mais velhas na moda e na publicidade


LISA ROOS/DIVULGAÇÃO/JC
A influenciadora digital Miréia Borges também esteve presente e destacou a importância de manter-se ativa e inovar sempre, mesmo depois dos 60. Ela citou duas iniciativas com esse foco, criadas com foco nesse público. Duas empreendedoras, uma com 61 anos e outra com 64, implantaram o site www.morar.com.vc.
A ideia é unir pessoas mais velhas que tenham interesses em comum para dividir um espaço, em tempos que muitas vezes acabam solitárias ou longe dos filhos. Outra proposta é o aplicativo euvo, que está funcionando na cidade de São Carlos, em São Paulo. A ideia é ser uma espécie de Uber, com acompanhamento. Se a pessoa precisa ir a uma consulta médica ou fazer um exame, por exemplo, o motorista se conecta, leva o cliente, aguarda o atendimento e o traz de volta para casa em segurança. Miréia também falou do desafio da inclusão de pessoas mais velhas na moda e na publicidade. “Espero, antes de morrer, poder comprar uma revista nas bancas onde tenha uma manequim com corpos reais e roupas pertinentes ao corpo da mulher com mais de 60”, concluiu.
Marketing digital, startups e tecnologia também foram destaque no 2º Women Power. Andréia Dullius Verschoore, head of operations management da Grow, falou sobre “Os desafios das empresas inovadoras: um olhar sobre startups e corporações”, e indicou que no segmento de startups as mulheres ainda são minoria e existe uma oportunidade de se colocar nesse mercado e ocupar esses espaços. Ela também abordou a importância de integração entre as empresas mais tradicionais e as inovadoras startups e os diferentes perfis profissionais, mais velhos e mais novos, para compor equipes e negócios bem-sucedidos.
O Women Power destacou ainda a necessidade de inclusão e diversidade nas empresas. Mariana Ferreira, do Grupo Mulheres do Brasil, e Mariane Braga, ministraram a Oficina “Black Money”, mostrando as oportunidades para quem olha para esse mercado. A necessidade superar estereótipos e se destacar com o protagonismo feminino foi tema da fala de Ana Tércia Lopes, presidente do Conselho de Contabilidade. Ao final, uma rodada de negócios, mediada por Letícia Pires, da BPW, promoveu ainda mais oportunidades entre as participantes do evento.
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