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Porto Alegre, terça-feira, 13 de agosto de 2019.
Dia do Economista .

Jornal do Comércio

Economia

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Investimentos

Edição impressa de 13/08/2019. Alterada em 12/08 às 21h51min

Eduardo Leite reafirma em São Paulo que manterá Banrisul público

Governador palestrou em evento que reuniu 500 empresários

Governador palestrou em evento que reuniu 500 empresários


/FELIPE DALLA VALLE/PALÁCIO PIRATINI/JC
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), reafirmou que sua gestão vai manter o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) como uma instituição pública. "A privatização do Banrisul demandaria um grande esforço de capital político sem resolver o déficit do Estado. A receita gerada seria rapidamente consumida pelo déficit do Estado", disse ele, em evento do Santander Brasil, em São Paulo, nesta segunda-feira.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), reafirmou que sua gestão vai manter o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) como uma instituição pública. "A privatização do Banrisul demandaria um grande esforço de capital político sem resolver o déficit do Estado. A receita gerada seria rapidamente consumida pelo déficit do Estado", disse ele, em evento do Santander Brasil, em São Paulo, nesta segunda-feira.
Segundo ele, antes de se pensar na privatização do Banrisul ou qualquer outro ativo público, é necessário equacionar o déficit do Estado e as causas que pesam a folha de pagamento do Estado. O tucano disse ainda que manter o banco como uma instituição pública tem sentido sob a lógica de oportunidade do negócio e sua subsidiária.
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"A decisão de manter o Banrisul como um banco público faz sentido por conta da lógica de investimento do capital político. Antes, precisamos fazer ações de reestruturação da máquina pública", disse Leite. A venda de ações do Banrisul é uma das condições acordadas com o governo federal para a entrada no Regime de Recuperação Fiscal (RRF). O Estado mandou o plano de recuperação sem o banco, com a venda de outros ativos, e aguarda para ver se o Tesouro vai aceitar.
A agenda em São Paulo reuniu lideranças nacionais e cerca de 500 dos principais investidores institucionais brasileiros e estrangeiros que debateram as perspectivas econômicas do País e o que deve ser feito para a retomada do crescimento. Ao lado do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, Leite fez parte do painel "Infraestrutura e ativos". Em sua apresentação, o governador gaúcho exibiu um vídeo que destaca as potencialidades do Rio Grande do Sul, em setores como agricultura, indústria e inovação, e as oportunidades de negócios que estão sendo abertas, destacadas também em uma apresentação no telão.
"Queremos trazer o setor privado como parceiro para promovermos os investimentos que o governo não tem capacidade, e com muito mais agilidade e tecnologia, ajudando no reequilíbrio das contas e no desenvolvimento do RS. Nossa lógica é o que é público não precisa ser estatal. Deve ser regulado e fiscalizado pelo poder público, mas pode ser operado e receber investimentos da iniciativa privada", afirmou Leite, que esteve acompanhado dos secretários da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, e de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos.
Aos investidores, o governador falou sobre a colonização multicultural que caracteriza o Estado, destacou que o Rio Grande do Sul é a quarta maior economia do País, citou a produção industrial representada, por exemplo, por multinacionais espalhadas pelo mundo, mencionou a força da produção agropecuária e citou a existência de parques tecnológicos referências no país.
Além disso, Leite apresentou as ações que está tomando para tornar o Estado mais atrativo à iniciativa privada, centradas na redução da burocracia, de custos logísticos e tributários. "Arrisco dizer que somos o Estado que mais rapidamente avançou nas reformas profundas que precisam ser feitas e vamos em frente, sem medo do enfrentamento, pois sabemos que precisam ser feitas para recuperar o equilíbrio fiscal e retomar o crescimento", apontou.
Na agenda de desenvolvimento em curso, fazem parte das medidas adotadas pelo governo gaúcho um plano de concessões, privatizações de três estatais, além de um programa de parcerias público-privadas.
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