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Porto Alegre, segunda-feira, 12 de agosto de 2019.
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Economia

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mercado financeiro

Alterada em 12/08 às 18h58min

Dólar recua ante rivais e tem alta frente a emergentes, em dia de cautela

PBoC voltou a fixar o dólar acima da marca psicológica de 7 yuans

PBoC voltou a fixar o dólar acima da marca psicológica de 7 yuans


AFP/JC
Estadão Conteúdo
O dólar recuou ante rivais nesta segunda-feira, com os mercados internacionais avessos a risco dado o noticiário. O Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) voltou a fixar o dólar acima da marca psicológica de 7 yuans, reforçando temores em relação aos próximos capítulos da guerra comercial e cambial com os Estados Unidos. Acentuou a postura de cautela global a possibilidade de que uma chapa kirchnerista ganhe as próximas eleições presidenciais da Argentina, o que, por outro lado, fez o dólar avançar ante moedas emergentes.
O dólar recuou ante rivais nesta segunda-feira, com os mercados internacionais avessos a risco dado o noticiário. O Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) voltou a fixar o dólar acima da marca psicológica de 7 yuans, reforçando temores em relação aos próximos capítulos da guerra comercial e cambial com os Estados Unidos. Acentuou a postura de cautela global a possibilidade de que uma chapa kirchnerista ganhe as próximas eleições presidenciais da Argentina, o que, por outro lado, fez o dólar avançar ante moedas emergentes.
Perto do horário de fechamento em Nova Iorque, o dólar caía a 105,32 ienes, enquanto o euro subia a US$ 1,1216 e a libra, a US$ 1,2078. O índice DXY, que compara a moeda americana a uma cesta de outras seis divisas fortes, fechou em baixa de 0,11%, a 97,380 pontos.
O PBoC orientou uma nova depreciação do yuan em relação ao dólar nesta segunda-feira, ao fixar a moeda americana em 7,0211 yuans, acima da marca psicológica de 7 yuans pela terceira sessão consecutiva e também dos 7,0136 yuans definidos na última sexta-feira.
O fato, associado à falta de outras novidades e perspectivas para a guerra comercial e cambial entre EUA e China, reforçou o clima de cautela verificado há alguns pregões, já que a depreciação cambial para além da marca psicológica de 7 yuans é vista com críticas pelos EUA.
Com isso, investidores recorreram a moedas consideradas mais seguras em relação à americana, como o iene e o franco suíço. O Western Union atribui à alta da moeda japonesa à falta de perspectiva para o conflito entre as duas principais economias do mundo. "Quanto mais a guerra comercial se arrastar, maior a probabilidade de pesar as perspectivas globais e prejudicar a economia mundial", diz um relatório da instituição divulgado a clientes.
Reforçou o ambiente de aversão a risco, ainda, o desempenho nas eleições primárias argentinas da chapa encabeçada por Alberto Fernández, que conta com a ex-presidente Cristina Kirchner como candidata a vice. A dupla peronista obteve a maioria dos votos e já se especula sobre a possibilidade de uma vitória em primeiro turno.
A possibilidade do retorno do kirchnerismo à Casa Rosada fez o dólar disparar ante o peso argentino e atingir o pico histórico de 62 pesos, diante da hipótese de que o novo governo possa não ter compromisso com um ajuste fiscal. No entanto, ao longo da tarde, o banco central do país anunciou aperto monetário, elevando a taxa básica de juros para 74%, o que amenizou as perdas cambiais.
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