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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Varejo

Edição impressa de 08/08/2019. Alterada em 08/08 às 03h00min

Primeira alta do comércio após março é de apenas 0,1%

Falta de dinamismo da recuperação econômica afeta vendas

Falta de dinamismo da recuperação econômica afeta vendas


/JONATHAN HECKLER/arquivo/JC
O volume de vendas do varejo brasileiro apresentou variação de 0,1% em junho, em comparação com maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. No mês passado, o comércio havia recuado 0,1%, ficando próximo à estabilidade. Na ocasião, das oito atividades pesquisadas pelo instituto, seis tiveram alta no período.
O volume de vendas do varejo brasileiro apresentou variação de 0,1% em junho, em comparação com maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. No mês passado, o comércio havia recuado 0,1%, ficando próximo à estabilidade. Na ocasião, das oito atividades pesquisadas pelo instituto, seis tiveram alta no período.
Em comparação com junho de 2018, o varejo recuou 0,3%, mas em 2019 o mês de junho teve dois dias úteis a menos. No acumulado do atual ano, o comércio avançou 0,6% e, nos últimos doze meses, passou de 1,3% em maio para 1,1% em junho. Já a média móvel trimestral do varejo, entre abril, maio e junho, ficou em -0,1%, próximo à estabilidade, de acordo com o IBGE
"Isso sinaliza perda de ritmo das vendas e permanece em trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2019 (2,4%)", apontou o instituto. A variação de 0,1% de junho teve influência na estabilidade das vendas de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,0%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,1%).
Quatro atividades registraram quedas: combustíveis e lubrificantes (-1,4%), móveis e eletrodomésticos (-1,0%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,45) e livros, jornais, revistas e papelaria (-0,8%). Tecidos, vestuários e calçados (1,5%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosmético (0,3%) registraram avanço.
Segundo Isabella Nunes, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, o varejo tem mostrado baixo ritmo de crescimento no ano de 2019, em linha com a falta de dinamismo da recuperação econômica, avaliou. "A recuperação no mercado de trabalho vem se dando de forma lenta e com um perfil que não ajuda muito ao comércio. São vagas informais, com renda mais baixa. A renda disponível na economia se mantém estável", acrescentou Isabella. "É sempre um conjunto de fatores, nunca é isolado", completou.
Outro fator por trás das dificuldades enfrentadas pelo varejo é o endividamento das famílias. "Se a maior parte das famílias está endividada, antes de consumo, elas vão estar primeiro tentando resolver esse problema do endividamento", opinou. As vendas do comércio varejista cresceram apenas 0,1% na passagem de maio para junho, após terem ficado estagnadas no mês anterior (0,0%). Em abril, houve recuo de 0,4% no volume vendido. "O varejo tem dois meses de estabilidade na série com ajuste sazonal", resumiu Isabella.
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