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Porto Alegre, quarta-feira, 07 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

07/08/2019 - 18h07min. Alterada em 07/08 às 18h17min

Dólar volta a subir e se aproxima de R$ 4,00 com temor de recessão mundial

Moeda americana fechou o dia em alta de 0,49%, a R$ 3,9743

Moeda americana fechou o dia em alta de 0,49%, a R$ 3,9743


MARCELLO CASAL JR/ABR /JC
Estadão Conteúdo
O dólar voltou a subir nesta quarta (7), após interromper na terça uma sequência de seis altas consecutivas. Na contramão de outros ativos domésticos, que tiveram dia de melhora, a moeda americana fechou em alta de 0,49%, a R$ 3,9743, voltando ao maior nível desde 30 de maio. Novamente foram eventos no exterior que ditaram o comportamento do câmbio. A quarta-feira foi marcada por renovadas preocupações de recessão na economia mundial, após indicadores fracos da indústria na Alemanha e três bancos centrais asiáticos cortarem juros, alguns deles de forma inesperada. Somente este mês, o dólar já acumula alta de 4%.
O dólar voltou a subir nesta quarta (7), após interromper na terça uma sequência de seis altas consecutivas. Na contramão de outros ativos domésticos, que tiveram dia de melhora, a moeda americana fechou em alta de 0,49%, a R$ 3,9743, voltando ao maior nível desde 30 de maio. Novamente foram eventos no exterior que ditaram o comportamento do câmbio. A quarta-feira foi marcada por renovadas preocupações de recessão na economia mundial, após indicadores fracos da indústria na Alemanha e três bancos centrais asiáticos cortarem juros, alguns deles de forma inesperada. Somente este mês, o dólar já acumula alta de 4%.
O dólar à vista chegou a bater em R$ 3,9927 na máxima do dia. No mercado futuro, a moeda foi a R$ 4,00 e profissionais do mercado não veem muito espaço de melhora pela frente, na medida em que a disputa comercial entre a China e os Estados Unidos não deve se resolver no curto prazo. "Os mercados estão precificados para o pior", ressalta em relatório nesta quarta-feira o grupo financeiro holandês ING, que vê a relação entre as duas maiores economias do mundo piorando antes de melhorar.
"Temos que trabalhar agora com o cenário de guerra cambial", afirma o gestor da Rosenberg Asset, Eric Hatisuka, prevendo nova rodada de cortes de juros mundo afora, inclusive como um instrumento para permitir a desvalorização das moedas locais e fazer face à queda da divisa chinesa. Só nesta quarta, três bancos centrais reduziram juros, Nova Zelândia, Tailândia e Índia. Nesse ambiente, as moedas dos emergentes devem seguir enfraquecidas.
Para Hatisuka, a tensão comercial entre China e EUA pode perdurar até ao menos as eleições presidenciais americanas do ano que vem, em novembro. Se Trump for reeleito, pode durar ainda mais. Nesse ambiente, o mercado vai ter que lidar com a crescente incerteza e o risco de a qualquer momento um tuíte de Trump mudar o cenário.
Entre grandes bancos internacionais, o Credit Suisse recomenda a venda de moedas emergentes e o Brown Brothers Harriman (BBH) vê as divisas da região permanecendo "sob severa pressão". Nesta quarta, o dólar subiu ante a maioria desses mercados, principalmente México, África do Sul e Argentina. Em meio a maior aversão ao risco no mercado internacional, o Credit Default Swap (CDS) de cinco anos do Brasil voltou a ser negociado próximo ao nível de 140 pontos-base, retornando aos maiores patamares em mais de um mês, de acordo com cotações da IHS Markit.
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