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Porto Alegre, quarta-feira, 07 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Edição impressa de 07/08/2019. Alterada em 07/08 às 03h00min

Recuo no crescimento não afeta apenas o Brasil, diz BC

Presidente do banco apontou melhora de indicadores de emprego

Presidente do banco apontou melhora de indicadores de emprego


/JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL/JC
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, destacou nesta terça-feira (6) as revisões - segundo ele bastante grandes - para baixo das projeções para o crescimento global em 2019 e 2020, para dizer que esse não é um problema apenas do Brasil. O ambiente de "guerra comercial", acrescentou, tem levado a mudanças de parques industriais, o que tornou mais lento e mais caro o processo de produção, por um período mais longo.
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, destacou nesta terça-feira (6) as revisões - segundo ele bastante grandes - para baixo das projeções para o crescimento global em 2019 e 2020, para dizer que esse não é um problema apenas do Brasil. O ambiente de "guerra comercial", acrescentou, tem levado a mudanças de parques industriais, o que tornou mais lento e mais caro o processo de produção, por um período mais longo.
"A chamada 'guerra comercial' teve várias fases. Primeiro esperou-se um período com inflações mais altas em diversos países, o que não aconteceu. Na verdade, as inflações caíram e foram feitas revisões sobre o crescimento dessas economias", afirmou. "Há dúvidas se os países desenvolvidos têm ferramentas para lidar com inflação e crescimento baixos. O ângulo fiscal pode ser uma saída para esses países", completou.
Campos Neto lembrou ainda que a Europa está passando por um processo de "japonização", em referência ao envelhecimento da população. "Isso tem efeitos significativos no consumo e no investimento", explicou.
Por isso, argumentou o presidente do BC, o Brasil não o único País a ter um crescimento abaixo do originalmente esperado para este ano e o próximo. "A América Latina teve uma revisão de crescimento como o Brasil, o efeito é global", alegou.
Campos Neto chamou atenção ainda para o excesso de liquidez no cenário internacional, citando a existência de 14,5 milhões de títulos pagando juros negativos no mercado global. "Os juros globais devem ficar em patamar mais baixo por um tempo maior", projetou.
Ainda assim, o presidente do BC ressaltou que as contas externas do Brasil são sólidas, amparadas pelo grande volume de reservas internacionais do País. "Navegamos na crise sem ter que subir juros, como outros países tiveram que fazer. Estamos seguros para navegar por tempo mais incerto à frente", concluiu.
Campos Neto apontou a melhora recente na ponta tanto nos indicadores de emprego como de crescimento da economia brasileira, e voltou a defender a continuidade das reformas para que a retomada da atividade seja sustentável. "Esperamos a continuidade do processo de reformas. A mãe de todas as reformas é a Previdência, mas esperamos que o processo de reformas continue", defendeu. "Há consenso sobre necessidade de reformas macroeconômicas, mas as reformas microeconômicas também são importantes", completou.
O presidente do BC citou ainda dados da evolução do mercado de crédito nos últimos 12 meses e repetiu que a redução do crédito direcionado uma política do atual governo. "Trabalhamos com a substituição de dívida pública por dívida privada. O mercado de emissão debêntures está crescendo. O País precisa se reinventar com soluções privadas", acrescentou.
 
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