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Porto Alegre, quinta-feira, 01 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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política monetária

Edição impressa de 01/08/2019. Alterada em 31/07 às 21h36min

Copom corta Selic de 6,50% para 6,00% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic (a taxa básica de juros da economia) de 6,50% para 6,00% ao ano. Esse é o primeiro corte da taxa após 16 meses e interrompe sequência de 10 reuniões consecutivas de manutenção dos juros. Com isso, a Selic está, agora, em um novo piso da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic (a taxa básica de juros da economia) de 6,50% para 6,00% ao ano. Esse é o primeiro corte da taxa após 16 meses e interrompe sequência de 10 reuniões consecutivas de manutenção dos juros. Com isso, a Selic está, agora, em um novo piso da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996.
Em função da fraqueza da economia, dos índices de inflação controlados e do andamento da reforma da Previdência na Câmara, a decisão de ontem de redução da taxa era largamente esperada pelos economistas do mercado financeiro.
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De um total de 55 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, 51 esperavam por um corte, sendo que 26 aguardavam por redução de 0,25 ponto percentual e 25 instituições projetavam corte de 0,50 ponto percentual. Outras quatro instituições projetavam estabilidade para a Selic.
Ao justificar a decisão, o BC avaliou que a evolução do cenário básico e, em especial, do balanço de riscos prescreve ajuste no grau de estímulo monetário. Ao mesmo tempo, o BC afirmou que a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo, indicando um novo corte na próxima reunião, em setembro.
Ainda assim, o Copom enfatizou que a comunicação dessa avaliação não restringe sua próxima decisão. "Os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação", reiterou o colegiado.
No documento, o BC também atualizou suas projeções para a inflação. No cenário de mercado - que utiliza expectativas para câmbio e juros do mercado financeiro, compiladas no relatório Focus -, o BC manteve sua projeção para o IPCA em 2019 em 3,6%. No caso de 2020, a expectativa permaneceu em 3,9%.
No cenário de referência, em que o BC utilizou nos cálculos uma Selic fixa a 6,50% e um dólar a R$ 3,75, a projeção para o IPCA, em 2019, também seguiu em 3,6%. No caso de 2020, o índice projetado foi de 3,7% para 3,6%. As projeções anteriores constaram no Relatório Trimestral de Inflação divulgado em junho.
O centro da meta de inflação perseguida pelo BC neste ano é de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (índice de 2,75% a 5,75%). Para 2020, a meta é de 4,00%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). Já a meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%).
Na mesma linha do Banco Central do Brasil, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) anunciou, nesta quarta-feira, corte de 25 pontos-base na taxa básica de juros dos Estados Unidos, levando-a para a faixa de 2,0% a 2,25%. Todos os dirigentes do Fed - à exceção de Esther George, do Fed de Kansas City; e de Eric S. Rosengren, do Fed de Boston - foram favoráveis à redução dos juros nesta reunião. Um afrouxamento na política monetária dos EUA não ocorria desde a Grande Recessão de 2008.

Governo e entidades comemoram

O porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro ficou "bastante satisfeito" com a redução da Selic. "Ele (Bolsonaro) está bastante satisfeito com isso", disse o porta-voz. "O presidente vem advogando, já de algum tempo que isso (redução da Selic) seria muito interessante para a economia."

O presidente da Fiergs, Gilberto Petry, afirmou que a retomada do ciclo de corte nos juros é importante para a economia. "Precisamos voltar a crescer e a Selic mais baixa pode nos dar novos estímulos", destaca.

Petry lembra, porém, que apesar do corte nos juros, é imprescindível que as reformas, especialmente previdenciária e tributária, sejam encaminhadas o quanto antes, abrindo espaço para um crescimento econômico maior no País.

"A redução foi uma decisão acertada do BC e dá um ritmo mais rápido ao ciclo de cortes que se inicia, estimulando uma resposta também mais rápida da economia", opinou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn. "A política monetária tem um papel fundamental no estímulo à volta do crescimento."

Caixa lança 'Caixa Sim' e reduz juro do cheque especial

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quarta-feira cortes nas taxas de juros de suas principais linhas de crédito a partir desta quinta-feira, tanto para empresas como para as famílias. Além disso, a partir do dia 19 de agosto, o banco disponibilizará um novo pacote de produtos, chamado "Caixa Sim", com taxas ainda mais atrativas aos clientes.

"Somos o banco mais solvente do mercado. Nenhum outro banco tem 20% de Índice de Basileia", afirmou o presidente do banco, Pedro Guimarães. "Isso nos permite tomar essa medida." As reduções de taxas são permanentes, completou.

No cheque especial para pessoas físicas, a redução imediata nos juros é de 26%, com a taxa máxima indo de 13,45% ao mês para 9,99% ao mês. Para pessoas jurídicas, a redução imediata no cheque especial é de 33%, caindo de 14,95% ao mês também para 9,99% ao mês.

No pacote "Caixa Sim", essas taxas serão ainda menores. No caso do cheque especial para famílias, a redução na taxa alcançará 33%, para 8,99% ao mês. Para empresas a redução nessa linha será de 40%, também para 8,99% ao mês.

Já no crédito pessoal, haverá uma redução de até 21% nas taxas cobradas. Atualmente o piso cobrado é 4,99% ao mês, e passará a ser de 2,29% ao mês. Nesse caso, as taxas variam conforme o perfil do cliente.

A Caixa também anunciou a isenção da anuidade no cartão de crédito para pessoas físicas. "A isenção de anuidade é importante em um momento de grande competição no mercado bancário, inclusive com a liberação de recursos do FGTS", completou.

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