Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 31 de julho de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Energia

Edição impressa de 31/07/2019. Alterada em 30/07 às 21h25min

Eletrobras coloca parques eólicos à venda

Na primeira tentativa de alienar as estruturas, estatal fixou em quase R$ 1 bilhão o valor dos dois lotes

Na primeira tentativa de alienar as estruturas, estatal fixou em quase R$ 1 bilhão o valor dos dois lotes


/ELETROSUL/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
A Eletrobras fará mais uma tentativa para alienar parques eólicos que estão sob seu controle em Santa Vitória do Palmar e no Chuí. Esses ativos fazem parte de uma série de participações societárias em Sociedades de Propósito Específico (SPEs) que a estatal pretende se desfazer. As inscrições para os interessados em participar na disputa desses empreendimentos foram abertas ontem e se estendem até 12 de agosto. Dia 4 de outubro é a data prevista para a entrega das propostas econômicas.
A Eletrobras fará mais uma tentativa para alienar parques eólicos que estão sob seu controle em Santa Vitória do Palmar e no Chuí. Esses ativos fazem parte de uma série de participações societárias em Sociedades de Propósito Específico (SPEs) que a estatal pretende se desfazer. As inscrições para os interessados em participar na disputa desses empreendimentos foram abertas ontem e se estendem até 12 de agosto. Dia 4 de outubro é a data prevista para a entrega das propostas econômicas.
A companhia vai ofertar lotes no País, sendo que os dois primeiros compreendem as usinas no Rio Grande do Sul. A empresa tentou vender os ativos gaúchos em setembro do ano passado, por quase R$ 1 bilhão, mas não houve interessados na ocasião. O lote 1 diz respeito à Santa Vitória do Palmar Holding, na qual a Eletrobras tem 78% de participação. Porém serão ofertadas 100% das ações mediante a alienação conjunta da participação societária detida pela Brave Winds Geradora, no percentual de 22%.
Notícias sobre economia são importantes para você?
A Santa Vitória do Palmar Holding é composta por 16 parques eólicos, com 201 aerogeradores, que somam 402 MW de potência instalada (em torno de 10% da demanda média de energia do Rio Grande do Sul). O início da operação do empreendimento aconteceu em abril de 2015. A receita bruta da Santa Vitória do Palmar Holding no ano passado foi de aproximadamente R$ 300 milhões, com Ebitda de R$ 255 milhões, lucro líquido de R$ 92 milhões e a dívida líquida de R$ 920 milhões.
Já o lote 2 é composto por quatro empresas: Eólica Hermenegildo 1, 2 e 3 e Eólica Chuí 9. Os empreendimentos sob responsabilidade dessas companhias controladas pela Eletrobras somam 180,8 MW. São 12 parques eólicos, que contam com 101 aerogeradores, sendo que as operações também iniciaram em 2015. Os desempenhos somados dessas companhias resultaram em 2018 em uma receita bruta de cerca de R$ 160 milhões, Ebitda de
R$ 81 milhões, prejuízo líquido de
R$ 25 milhões e dívida líquida de R$ 402 milhões.
Quando, em setembro do ano passado, a Eletrobras colocou em leilão esses dois lotes, foi estipulado um preço mínimo para o complexo Santa Vitória do Palmar Holding de R$ 814,8 milhões, e para os parques eólicos Hermenegildo 1, 2 e 3 e Chuí 9, de R$ 118,9 milhões.
Além dos dois complexos no Estado, a Eletrobras vai ofertar outras quatro: lotes 3 (Chapada do Piauí 1 Holding), 4 (Chapada do Piauí 2 Holding), 5 (Eólica Mangue Seco 2 Geradora e Comercializadora de Energia Elétrica) e 6 (Manaus Transmissora de Energia). Somando os seis lotes, que estão distribuídos nas regiões Nordeste e Sul, a capacidade instalada total é de aproximadamente 990 MW.
O coordenador do grupo temático de energia da Fiergs, Edilson Deitos, defende que o papel da Eletrobras de acelerar os investimentos no segmento eólico é algo do passado. "Hoje, possuímos uma iniciativa privada com grande capacidade e conhecimento no setor", enfatiza o dirigente. Deitos argumenta que a estratégia de desinvestimento da estatal está de acordo com a intenção do governo federal de focar em áreas como educação, saúde e segurança.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia