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Porto Alegre, segunda-feira, 05 de agosto de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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Gestão

Edição impressa de 05/08/2019. Alterada em 04/08 às 19h52min

Airaz usa austeridade para reduzir custos de lojistas

Roberto Zaffari tem o desafio de aumentar a eficiência das operações

Roberto Zaffari tem o desafio de aumentar a eficiência das operações


/LUIZA PRADO/JC
Patricia Knebel
Receber uma ligação dizendo que a conta de condomínio foi reajustada para baixo é algo raro hoje em dia. Mas foi o que aconteceu recentemente com alguns empreendimentos gerenciados pela Airaz Administradora. "Os lojistas nos ligaram achando que tinha acontecido um erro", relembra o gestor da operação, Roberto Manuel Zaffari.
Receber uma ligação dizendo que a conta de condomínio foi reajustada para baixo é algo raro hoje em dia. Mas foi o que aconteceu recentemente com alguns empreendimentos gerenciados pela Airaz Administradora. "Os lojistas nos ligaram achando que tinha acontecido um erro", relembra o gestor da operação, Roberto Manuel Zaffari.
Um dos termômetros de boa gestão condominial, o valor do condomínio é um dos focos de atenção da empresa, criada em 2018 para dar nome e identidade aos novos processos mercadológicos e administrativos dos empreendimentos imobiliários do Grupo Zaffari. Atualmente, a Airaz administra 12 shopping centers e 14 galerias comerciais, totalizando cerca de 300 mil metros quadrados de área de locação que ficam dentro dos hipermercados. Cada shopping, como o Bourbon Wallig ou o Bourbon Hipermercado Novo Hamburgo, por exemplo, funciona como um condomínio, com despesas como luz, água, segurança e limpeza que são divididas por todos os lojistas.
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Austeridade é palavra de ordem. O gestor explica que o desafio da administradora vem sendo compensar todos os aumentos de energia e dissídios coletivos, por exemplo, por economias e aumento de eficiência das operações. "Em momentos de condições mercadológicas adversas, essas práticas são fundamentais. Sempre exercitamos controle de custos, mas agora exponenciamos isso", observa.
Um dos resultados deste trabalho para 2019 foi que, dos 11 condomínios no Estado, seis não sofreram reajuste nas cotas rateadas. Em cinco deles, os valores das cotas foram reduzidos em índices entre 5% a 13% sobre a base orçamentária de 2017.
Como conseguir isso? Revendo cada detalhe de todos os contatos e fazendo os ajustes, explica. Uma das medidas foi avaliar cada contrato com prestador de serviço com execução mensal fixa. Todo mês, por exemplo, uma empresa ia nos empreendimentos para checar a abertura das portas automáticas do shopping, e apenas fazia uma simples manutenção, como colocar óleo. "Vimos que era melhor assumirmos esses cuidados básicos e só chamar o fornecedor em casos necessários, abrindo assim uma requisição pontual", conta.
Outro caso foi o do serviço de manutenção de circuito interno de câmeras de segurança. Ao invés de receber a manutenção todo mês apenas para limpar as lentes e eventualmente trocar a fonte elétrica, foram compradas fontes adicionais, e o time interno foi treinado para dar esse suporte, passando a contratar a manutenção apenas quando necessário.
Para debater temas como esses, a Airaz estruturou um comitê de diagnóstico de custos de condomínio, que trabalha para compreender as particularidades de cada um dos administrados, que estão em cidades como Porto Alegre, Passo Fundo, Canoas e São Paulo. Os membros se reúnem a cada 15 dias e trabalham intensamente para analisar as possibilidades de redução de custos. A Airaz usa o sistema de gestão da SAP e conta com auditoria de todos os balanços de condomínio pela KPMG.
Esse trabalho deve se intensificar em breve - foram 52 operações inauguradas em 2019, entre lojas, quiosques e estandes, e 50 estão em tramitação, na fase de análises de cadastros. Se todas fecharem, serão mais de 100 neste ano. "Para servir nossos parceiros comerciais, precisamos oferecer o que eles realmente precisam, e isso inclui custos absolutamente competitivos e serviços da maior qualidade", afirma Zaffari.
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