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Porto Alegre, sexta-feira, 19 de julho de 2019.
Nelson Mandela Day.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

19/07/2019 - 19h43min. Alterada em 19/07 às 19h48min

Bolsas de Nova Iorque fecham em baixa com Fed e balanços no radar

Estadão Conteúdo
As bolsas de Nova Iorque encerraram o pregão desta sexta-feira (19) em queda. Um ajuste nas apostas para a trajetória dos juros dos Federal Reserve (Fed, o banco central americano) pressionou o mercado acionário, e, mais para o fim do pregão, os papéis ampliaram perdas em meio a novas notícias das tensões entre Estados Unidos e Irã.
As bolsas de Nova Iorque encerraram o pregão desta sexta-feira (19) em queda. Um ajuste nas apostas para a trajetória dos juros dos Federal Reserve (Fed, o banco central americano) pressionou o mercado acionário, e, mais para o fim do pregão, os papéis ampliaram perdas em meio a novas notícias das tensões entre Estados Unidos e Irã.
O índice Dow Jones teve queda de 0,25%, a 27.154,20 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,62% para 2.976,61 pontos e o Nasdaq registrou baixa de 0,74%, aos 8.146,49 pontos. Na comparação semanal, o Dow Jones caiu 0,65%, o S&P 500 teve retração de 1,23% e o Nasdaq perdeu 1,18%.
Investidores reavaliaram a defesa da taxa de juros em níveis baixos feita pelo presidente do Fed de Nova Iorque, John Williams, na quinta-feira, depois que um porta-voz do Fed de NY afirmou que o discurso tivera fins acadêmicos, sem intenção de antecipar decisões de política monetária.
Mesmo assim, a expectativa ainda é de um corte de pelo menos 25 pontos-base neste mês. "Apesar dos fortes dados de consumo e retomada do fôlego na indústria, os dirigentes do Fed estão focados nos riscos negativos ao crescimento da economia", avaliam os economistas Kathy Bostjancic e Gregory Daco, da Oxford Economics.
Entre os balanços financeiros divulgados hoje, teve destaque o da American Express, cujos lucros subiram desde o ano passado e superaram previsões de analistas. Ainda assim, a ação caiu 2,79% em meio a preocupações de acionistas com os gastos da empresa. Já o balanço da BlackRock, maior gestora de recursos do mundo, registrou menor lucro em relação a 2018 e frustrou expectativas, causando desvalorização de 0,40% de seus papéis.
Também teve destaque a recuperação da Boeing, que tem forte peso no índice Dow Jones. A fabricante de aviões subiu 4,50%, após recuar 2,28% ontem em meio a relatos de vulnerabilidade dos sistemas de algumas aeronaves a sinais de celular.
O noticiário de hoje foi ainda marcado por eventos militares no Oriente Médio, na região do Estreito de Ormuz. Na madrugada, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um navio americano havia abatido um drone iraniano por ignorar alertas para não se aproximar - fato que o Irã nega, alegando que a aeronave voltou com segurança à sua base. Nas últimas horas de sessão, surgiram relatos de que o Irã teria apreendido dois navios na mesma região, um de bandeira britânica e um da Libéria, segundo o governo do Reino Unido. Não foi especificado se as embarcações eram navios petroleiros, mas a renovação das tensões envolvendo o país persa prejudicou o apetite por risco.
Gigantes de tecnologia e redes sociais sofreram perdas expressivas no pregão de hoje, com investidores atentos à possibilidade de tributação internacional de produtos tecnológicos discutida por representantes do G7 nesta semana. Facebook (-1,21%), Amazon (-0,68%), Alphabet (controladora do Google, -1,37%), Twitter (-2,36%) e Apple (-1,49%) figuraram entre as quedas.
A Netflix (-3,11%) sofreu nova desvalorização nesta sexta-feira, após perder US$ 16 bilhões em valor de mercado na sessão de ontem. A companhia vem sendo pressionada desde ontem, após anunciar ganho de 2,7 milhões de assinantes no último trimestre, frustrando previsões de analistas de mais de 5 milhões.
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