Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 04 de julho de 2019.
Dia do Operador de Telemarketing. Feriado nos EUA - Dia da Independência.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

INDÚSTRIA

Edição impressa de 04/07/2019. Alterada em 04/07 às 03h00min

Dólar pressiona os preços dos produtos industriais

Fabricação de alimentos subiu 1,75% e puxou a alta do índice

Fabricação de alimentos subiu 1,75% e puxou a alta do índice


/ABBAS MOMANI/AFP/JC

A valorização do dólar ante o real tem pressionado os preços dos produtos industriais na porta de fábrica, segundo Alexandre Brandão, gerente do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPP subiu 1,43% em maio, após já ter aumentado 1,22% em abril.

"O real se depreciou 2,7% ante o dólar em maio ante abril. De janeiro a maio, o real caiu mais de 10%", calculou Brandão.

A alta do dólar tem influência sobre o IPP através do encarecimento de insumos para a indústria, como o petróleo; do preço das commodities, que são cotadas em dólar no mercado internacional; e do valor obtido com produtos que são exportados.

"Quando o dólar sobe, o exportador recebe mais reais por aqueles produtos, mesmo que mantenham o mesmo preço em dólar, então o preço em reais sobe", justificou Brandão. "No caso de commodity, houve aumento de preço internacional mesmo em maio. Então mesmo que o câmbio tivesse ficado a mesma coisa, o produtor receberia mais por ele (pelo produto, como soja e minério)", completou.

Apenas quatro setores responderam por quase 80% da taxa de 1,43% registrada pelo IPP em maio. A maior pressão foi da alta de 1,75% na fabricação de alimentos, que resultou numa contribuição de 0,39 ponto percentual para a inflação da indústria.

Os reajustes foram puxados por problemas climáticos nos Estados Unidos, que afetaram a produção de soja e impulsionaram uma alta na cotação internacional do grão, e pela gripe suína na China, que fez aumentar a demanda pelas carnes brasileiras.

"Várias carnes têm aparecido com variação de preços mais intensa. É uma questão de matriz na China. Está tendo gripe suína na China, que tem que comprar carne fora. E daí não compra só suína, compra também de ave e carne bovina. Isso tem sido benéfico para o Brasil, que tem aumentado as exportações para a China", explicou Brandão.

Os produtos das indústrias extrativas subiram 6,50% em maio, uma contribuição de 0,30 ponto percentual no IPP, devido a elevações tanto na cotação do petróleo quanto do minério de ferro. Diante do petróleo mais caro, a atividade de refino de petróleo e produtos de álcool teve elevação de preços de 3,28% em maio (com impacto de 0,35 ponto percentual no IPP). O quarto setor com contribuição relevante para a inflação da indústria foi o de outros produtos químicos, com alta de 1,27% e impacto de 0,10 ponto percentual.

COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia