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Contas Públicas

- Publicada em 20h34min, 26/06/2019. Atualizada em 20h34min, 26/06/2019.

Nove partidos debatem Reforma da Previdência na Federasul

Representantes das nove maiores siglas partidárias na Câmara dos Deputados participaram da discussão

Representantes das nove maiores siglas partidárias na Câmara dos Deputados participaram da discussão


/LUIZA PRADO/JC
Adriana Lampert
Representantes dos nove maiores partidos da bancada gaúcha na Câmara Federal participaram do encontro Tá Na Mesa, promovido ontem na sede da Federasul, para debater a Reforma da Previdência. Defendendo a proposta e a inclusão de estados e municípios na reforma, a presidente da entidade, Simone Leite, abriu o debate justificando que "muitos deputados gaúchos estão indecisos, outros dão apoio parcial e outros são contrários (ao projeto atual da reforma)." A dirigente ainda afirmou que, no seu ponto de vista, "a Reforma não gera prejuízos aos trabalhadores" e somente a partir daí é que o País poderá sair "da grave crise, retomar a confiança e ter novos investimentos".
Representantes dos nove maiores partidos da bancada gaúcha na Câmara Federal participaram do encontro Tá Na Mesa, promovido ontem na sede da Federasul, para debater a Reforma da Previdência. Defendendo a proposta e a inclusão de estados e municípios na reforma, a presidente da entidade, Simone Leite, abriu o debate justificando que "muitos deputados gaúchos estão indecisos, outros dão apoio parcial e outros são contrários (ao projeto atual da reforma)." A dirigente ainda afirmou que, no seu ponto de vista, "a Reforma não gera prejuízos aos trabalhadores" e somente a partir daí é que o País poderá sair "da grave crise, retomar a confiança e ter novos investimentos".
Na contramão da fala de Simone, o deputado estadual Pepe Vargas (PT) sublinhou que o partido não pode apoiar "uma reforma que retira direitos dos trabalhadores". "O texto apresentado pelo governo federal desmonta o sistema de seguridade social do Brasil", destacou. "Nos moldes propostos, sequer garante a estabilidade ao sistema previdenciário, uma vez que a transição para um regime de capitalização individual custará trilhões de reais, superando a economia que eles dizem que irão (de R$ 1,1 trilhão) obter retirando o direito dos mais pobres (em 80% dos casos)."
O presidente estadual do PDT, Vanderlei Pompeo de Mattos, também se posicionou contrário à proposta do governo federal. "Não vejo porque fazer alguns ajustes e correções na Previdência, mas o atual texto é um exagero", advertiu. "Temos claro que 82% desta reforma está saindo do Regime Geral, atingindo os que ganham R$ 1.370,00 de aposentadoria, e essa conta não pode ser do povão, enquanto sabe-se de bancos e grandes empresas que estão devendo para o governo e não pagam."
Ao destacar que "essa reforma" começou a ser encaminhada ainda no governo do ex-presidente, Michel Temer, o deputado estadual Gabriel Souza (MDB) disse que "o rombo da Previdência hoje coloca em risco o futuro das próximas gerações do País". O parlamentar ponderou que o partido apoia o atual projeto, "mas com algumas ressalvas", especialmente na Aposentadoria Rural e no Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Representando o PSL, o deputado Valdir Pereira afirmou que a sigla estadual "apoia integralmente o projeto do presidente Jair Bolsonaro". "Estamos trabalhando para tirar o País do buraco no final da próxima década", opinou Pereira, ponderando que entende que o texto deve mexer em todas as categorias, de forma que "os que ganham mais paguem mais e os que ganham menos paguem menos".
Guilherme Enck, presidente do Novo-RS, foi categórico ao afirmar que a aprovação da nova legislação previdenciária está diretamente ligada com a retomada do crescimento e de investimentos no País. " Devemos ter a consciência de que em uma década, se caso esta reforma não passar, a União estará com 80% de seu orçamento comprometido com o pagamento de segurados do INSS. Não podemos concordar que o mais pobre transfira renda para um segmento abastado, como é o que abrange o setor público", disse Enck.
O presidente do Progressistas no Estado, Celso Bernardi, fez questão de criticar que se os governos tivessem priorizado o tema há duas décadas, a situação seria diferente, e a negociação, mais fácil. "É preciso o equilíbrio das contas públicas. Esse não é um tema apenas da sociedade, mas dos servidores públicos, que são parte da solução. Previdência é justiça social", disse Bernardi.
Mário Bruck, que comanda o PSB-RS, afirmou que o partido tem questão fechada: "Somos contra", sentenciou. Para ele "é preciso desmitificar o tema e melhorar a comunicação. Pontos específicos merecem ser aperfeiçoados. Um dos principais problemas de nosso País está na canalização dos recursos públicos para custear o sistema financeiro, dominado por 5 bancos", criticou Bruck.
O partido do governador Eduardo Leite, o PSDB, foi representado pelo deputado Mateus Wesp. Para os tucanos, há necessidade de estados e municípios entrarem na reforma. "Não temos tempo e capacidade de acumular mais de 5 mil regimes de previdência, além de levar o mesmo tema para debate nas Assembleias estaduais", disse.
Prefeito de Canoas e presidente do PTB, Luiz Carlos Busatto, afirmou que a Reforma é "super necessária". "Defendemos o retorno dos estados e municípios à PEC. Esse tema é uma questão social; de justiça e igualdade", disse ele.
 
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