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Porto Alegre, sexta-feira, 21 de junho de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Edição impressa de 21/06/2019. Alterada em 20/06 às 21h20min

Bolsa ainda não atingiu recorde em valor real

Jefferson Klein, com agências
Não há como negar o aspecto psicológico para o mercado com a quebra da barreira dos 100 mil pontos da bolsa de valores. A marca histórica foi finalmente rompida nesta quarta-feira (19), reflexo de uma combinação de otimismo com a reforma da Previdência e certeza de que a taxa de juros do País vai cair neste ano. No entanto, isso não quer dizer que este seja o momento em que o mercado de capitais esteja mais robusto. O recorde de agora é nominal, numérico, mas não quanto ao ganho real, descontando a inflação.
Não há como negar o aspecto psicológico para o mercado com a quebra da barreira dos 100 mil pontos da bolsa de valores. A marca histórica foi finalmente rompida nesta quarta-feira (19), reflexo de uma combinação de otimismo com a reforma da Previdência e certeza de que a taxa de juros do País vai cair neste ano. No entanto, isso não quer dizer que este seja o momento em que o mercado de capitais esteja mais robusto. O recorde de agora é nominal, numérico, mas não quanto ao ganho real, descontando a inflação.
Se for considerado o valor real, o financista do Canal 1Bilhão Educação Financeira Fabrizio Gueratto diz que o recorde foi em 20 de maio de 2008, quando marcou 73.516 pontos - o que, em patamares atuais, equivaleria a cerca de 135 mil pontos. Gueratto compara que é o mesmo que comprar um apartamento há 10 anos que custava R$ 1 milhão e atualmente valesse R$ 1,2 milhão. O número aumentou, mas se a valorização do imóvel fosse pela inflação o seu custo passaria a ser ainda maior, R$ 1,6 milhão, por exemplo.
Mesmo não sendo o maior valor real, Gueratto não despreza o desempenho atual do mercado. O financista destaca que esse resultado da bolsa está vinculado, entre outros fatores, ao crescimento da expectativa quanto à reforma da Previdência ser confirmada. "Começa a ficar um pouco mais claro o cenário que o governo tem força para conseguir aprovar", afirma. Para Gueratto, a reforma da Previdência é o grande divisor de água para saber se o País irá "acertar o passo e caminhar para frente".
Alexandre Cabral, professor do Ibmec de São Paulo, também faz uma comparação com o dólar. Se alguém comprou US$ 100 em ações há cerca de 11 anos, hoje ele teria aproximadamente US$ 58. Se esses US$ 100 fossem investidos na bolsa norte-americana, no mesmo período, ele teria agora US$ 202.
A marca simbólica de 100 mil pontos também esconde outros números que não são tão animadores. O Ibovespa levou 12 anos para dobrar de tamanho - a primeira vez que atingiu os 50 mil pontos foi em 2007. No mesmo período, o CDI, que remunera investimentos em renda fixa e, portanto, de menor risco, rendeu mais de 200%.
Sobre o momento atual, Cabral destaca que o mercado observa a possibilidade de a reforma da Previdência ir adiante e as relações dos EUA e China se acalmarem.
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Banco Central condiciona corte da taxa de juro a aprovação das reformas

Ainda que o Ibovespa, o principal índice acionário do Brasil, tenha batido recorde, após o fechamento do mercado o Banco Central (BC) mandou um recado claro a investidores apressados pela redução da Selic: sem reformas, a taxa não cairá dos atuais 6,50%.

A expectativa entre alguns investidores é que pudesse haver uma sinalização de corte para a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), no final de julho, ou então para setembro.

Em vez disso, o BC reforçou que o risco preponderante neste momento está em "uma eventual frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira", o que "pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação".

"Avanços concretos nessa agenda (de reformas) são fundamentais para consolidação do cenário benigno para a inflação", disse o BC. Os juros estão no patamar atual, a mínima histórica, desde março de 2018.

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