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Porto Alegre, terça-feira, 28 de maio de 2019.
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Economia

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Sistema Financeiro

Edição impressa de 28/05/2019. Alterada em 27/05 às 21h51min

BRDE reduz dependência financeira do Bndes

Banco controlado pelos três estados do Sul do País repassou R$ 2,3 bilhões em projetos no ano passado

Banco controlado pelos três estados do Sul do País repassou R$ 2,3 bilhões em projetos no ano passado


/BRDE/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
Com a redução em geral do repasse de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bnedes), o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) vem buscando alternativas de fontes de captação. A meta da instituição financeira controlada pelos três estados do Sul do País é diminuir a dependência do seu principal parceiro.
A participação do sistema Bnedes como fonte de recursos repassados para o BRDE já vem caindo, tendo reduzido de 94%, em 2017, para 72%, no ano passado. O foco, de acordo com a direção do banco do Sul, é chegar em 2019 com uma participação do Bnedes de 55% a 60%. "Temos algumas ideias de novas linhas de financiamento através de novos recursos que estamos tentando trazer", ressalta o diretor presidente do BRDE, Marcelo Haendchen. Em 2018, o banco financiou cerca de R$ 2,3 bilhões em projetos, um incremento de 4% em relação a 2017. Em torno de 70% das operações do BRDE foram realizadas com pequenos produtores rurais e micro e pequenas empresas. As projeções do BRDE apontam para contratações em 2019 no valor de R$ 2,5 bilhões, mas como a economia ainda não deu sinais de recuperação, esse valor ainda pode ser revisto.
Apesar da redução da participação do Bnedes entre as fontes de recursos, o BRDE segue sendo um dos principais repassadores da instituição nacional. Em 2018, o banco alcançou a terceira posição entre os agentes financeiros credenciados que operaram com recursos do Sistema Bnedes na Região Sul, chegando a 11,5% dos desembolsos totais efetuados nessa área. Em âmbito nacional, o BRDE ocupou a sétima colocação no ranking, com participação de 4,5% no total de desembolsos.
Apesar da relevância que o Bnedes ainda representa, o diretor de planejamento do BRDE, Luiz Corrêa Noronha, reforça que o objetivo é criar novas possibilidades de linhas de crédito através de outros fundings (fontes de captação de recursos). Em 2018, foram ampliadas as operações com recursos do FGTS e da Finep e foram captados recursos de dois agentes internacionais, a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e o Banco Europeu de Investimento (BEI). O BRDE ainda se tornou agente dos fundos Fungetur e Funcafé.
Hoje, o BRDE trabalha com 13 fundings e a perspectiva é que mais três sejam agregados a esse total. "Isso é uma questão estratégica, não se pode depender tanto de uma mesma instituição", defende Noronha. O diretor de operações do BRDE, Wilson Bley Lipski, acrescenta que outro plano do banco é participar da estruturação de Parcerias Público-Privadas (PPPs). "Queremos ter um alinhamento com as políticas públicas que são estabelecidas por cada um dos estados do Sul", diz Lipski.
O presidente do Bnedes, Joaquim Levy, comenta que não foi determinado ainda o montante que será destinado ao BRDE neste ano, pois está sendo aguardada a definição do plano safra. "Mas, vamos tratar com muito carinho, porque é muito efetiva a capacidade de capilaridade dele (BRDE)", diz Levy. A expectativa global de desembolsos do Bnedes para 2019 é da ordem de R$ 65 bilhões até R$ 70 bilhões.
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