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Porto Alegre, sexta-feira, 24 de maio de 2019.
Dia Nacional do Café.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 24/05 às 18h33min

Dólar tem maior queda semanal desde janeiro, mas segue acima de R$ 4,00

O dólar à vista fechou a R$ 4,0152

O dólar à vista fechou a R$ 4,0152


MARCELLO CASAL JR/ABR /JC
Estadão Conteúdo
O real foi a moeda de país emergente que mais se fortaleceu nesta sexta-feira (24), ante o dólar, pondo fim a dias conturbados no mercado de câmbio brasileiro. A sessão foi marcada por enfraquecimento geral da moeda norte-americana no exterior, tanto ante divisas de emergentes como de países desenvolvidos, com a expectativa de que avancem as negociações comerciais entre Estados Unidos e China.
Na semana, o dólar acumulou queda de 2,07%, o maior recuo em cinco dias desde o final de janeiro.
Operadores destacam que o ambiente político mais ameno e o mercado externo mais calmo contribuíram para a queda do risco Brasil e o fortalecimento do real.
O dólar à vista fechou a sexta-feira em baixa de 0,80%, a R$ 4,0152, a menor cotação em 10 dias.
Apesar do dia mais calmo nesta sexta-feira, profissionais de câmbio destacam que o patamar de R$ 4,00 se transformou em um nível de resistência para a baixa do dólar.
A moeda só cairia de forma consistente abaixo deste nível se houver notícias positivas concretas sobre a tramitação da reforma da Previdência no Congresso. Caso isso ocorra, pode testar o intervalo de R$ 3,90/3,95.
Os estrategistas em Nova York do banco americano Citi acreditam que já há uma boa quantidade de más notícias incorporadas no câmbio. Mas a expectativa ainda é de volatilidade alta na moeda americana no mercado doméstico durante a tramitação da reforma da Previdência na comissão especial. Eles acreditam que o texto seja aprovado em junho na comissão e até o final do ano receba o aval final do Congresso.
O gestor da Gauss Capital Carlos Menezes destaca que o aumento dos ruídos políticos em Brasília a partir de meados do mês levou muitos fundos e investidores estrangeiros a aumentarem a busca por proteção no dólar e em posições defensivas no mercado futuro.
Nos últimos dias, o clima mais ameno em Brasília e o avanço de algumas medidas, como aprovação da Medida Provisória (MP) 870, que reorganiza os ministérios, provocaram o desmonte destas posições por fundos e estrangeiros.
Para Menezes, o foco mais imediato do mercado vai ser a manifestação pró-governo prevista para domingo, 26. A dúvida é qual será a adesão da população ao evento. Isso vai ser crucial para avaliar as consequências do movimento.
Outro ponto de atenção vai ser a participação dos filhos do presidente Jair Bolsonaro e eventuais postagens na rede social da família.
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