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Porto Alegre, sexta-feira, 24 de maio de 2019.
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Economia

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Tecnologia

Edição impressa de 24/05/2019. Alterada em 23/05 às 22h21min

Empresa cria conexões para inovação aberta

Empreendedores participaram de pitches para apresentar ideias para gestores da SLC Agrícola

Empreendedores participaram de pitches para apresentar ideias para gestores da SLC Agrícola


/INNOSCIENCE/DIVULGAÇÃO/JC
Patricia Knebel
As startups são, por essência, disruptoras de mercados tradicionais - como construção civil, direito, educação, saúde e indústria de manufatura -, mas também podem ser aliadas das grandes corporações, ajudando-as a romperem modelos antigos e avançarem rumo ao futuro.
"A grande empresa, às vezes, enxerga a startup como uma ameaça ao negócio e pensa 'ela vai pegar parte do que a gente faz, entregar mais rápido e mais barato'. O que a gente tem feito é mostrar que pode haver uma cooperação para que a corporação possa ela mesma fazer a disrupção", relata Felipe Ost Scherer, sócio-fundador da Innoscience, consultoria de gestão da inovação.
Um exemplo é o trabalho que a consultoria tem realizado com empresas como Sicredi, Unimed e SLC Agrícola. Com essa última, uma das maiores produtoras mundiais de grãos e fibras, o resultado da parceria é o Agro Exponencial, projeto de inovação aberta idealizado pela Innoscience em parceria com a plataforma da StartSe, empresa de educação continuada, e a AgTech Garage, um dos principais hubs de inovação do agronegócio.
O objetivo é atrair empreendedores que possam ajudar a empresa a ter ganhos de eficiência operacional em diversas áreas. No radar da SLC estão startups que já tenham um Produto Mínimo Viável (MVP) desenvolvido e validado, ou um produto/serviço disponível no mercado.
O modelo desenvolvido com o player do setor agrícola é o caminho trilhado com a maioria dos clientes. O momento inicial foi o desenvolvimento da estratégia e do planejamento. Depois, veio a etapa da identificação das oportunidades e desafios internos que a SLC tinha e que poderiam ser levados para o ecossistema. A terceira etapa, que se encerrou recentemente, foi a busca de potenciais parceiros capazes de responder a esses desafios. Para isso, a Innoscience percorreu o ecossistema brasileiro, como as incubadoras, os parques tecnológicos e as aceleradoras, entre outros.
Foram selecionadas startups com soluções de análises da amostras de nutrientes do solo, de gestão da aplicação de defensivos agrícolas e identificação de avarias em grãos e até para atender às áreas de backoffice, gerando mais eficiência na administração do negócio. A próxima fase será a dos pitchs, para, então, serem escolhidas as jovens empresas parceiras da iniciativa.
As selecionadas desenvolverão um projeto-piloto de três meses, entre julho e outubro deste ano. Ao final desse período, uma comissão de executivos da companhia vai avaliar o resultado alcançado pelas startups e definir possíveis parcerias e até aquisição de equity.
Scherer vê muito valor no criação de uma relação ganha-ganha. A empresa tradicional, via de regra, tem ativos que interessam à startup, como histórico de conhecimento do cliente, poder de marca, executivos experientes e fôlego financeiro. Por outro lado, as jovens empresas têm as novas tecnologias, modelos de negócios mais escaláveis e, claro, cultura inovadora. "Um subproduto muito legal é fazer com que a mentalidade de startup vá para dentro do player tradicional. Essa mudança da forma de trabalhar perpassa, é muito importante", analisa.
Segundo ele, o cliente que busca esse apoio da Innoscience, hoje em dia, é a empresa estabelecida, com histórico de sucesso e que, com esse novo cenário, se sente ameaçada ou impulsionada para inovar de forma consistente. "Isso ampliou a nossa atuação, e passamos a nos posicionar, nos últimos anos, como catalizadores dessas conexões", conta.
Quando a Innoscience chegou ao mercado, em 2006, o assunto inovação aberta remetia à conexão entre as universidade com as grandes empresas. Hoje, isso mudou. "Antes, fazíamos a aproximação das grandes com as grandes para o desenvolvimento conjunto de soluções. De uns cinco anos para cá, como resultado do crescimento do ecossistema de startups brasileiro, começamos a ter novas alternativas para potencializar a inovação na corporações", analisa.
 
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