Porto Alegre, segunda-feira, 09 de setembro de 2019.
Dia do Administrador e do Médico Veterinário.

Jornal do Comércio

Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

COMENTAR | CORRIGIR

Varejo e serviços

Notícia da edição impressa de 21/05/2019. Alterada em 09/09 às 10h00min

CMPC inicia dragagem no segundo semestre

Empreendimento na planta de Guaíba já está com o processo de licenciamento ambiental em andamento

Empreendimento na planta de Guaíba já está com o processo de licenciamento ambiental em andamento


/CMPC/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
Tendo na hidrovia uma das principais opções para escoar sua produção de celulose da planta de Guaíba, assim como para receber matéria-prima, a CMPC prepara uma dragagem de manutenção do canal de acesso ao terminal portuário da unidade. O empreendimento já está com o processo de licenciamento ambiental em andamento, e a perspectiva da empresa é de começar o trabalho no segundo semestre.
O diretor-geral da companhia, Mauricio Harger, detalha que se trata de uma dragagem de manutenção, devido ao acúmulo de sedimentos com o decorrer do tempo. O executivo recorda que já foi realizada uma audiência pública para tratar do assunto, dentro do processo de licenciamento ambiental.
"Nas próximas semanas, a gente terá efetivamente a licença para iniciar a dragagem", projeta. A partir do seu começo, a dragagem deve levar cerca de 18 meses para ser concluída. A expectativa é que sejam retirados da hidrovia cerca de 1,1 milhão de metros cúbicos de sedimento.
A medida abrangerá o canal de acesso ao terminal portuário da CMPC até o canal central do Guaíba, totalizando cerca de 3,5 quilômetros. Harger informa que a intenção é restabelecer o calado original do canal que é de cinco metros. Hoje, a profundidade estabelecida não chega a quatro metros, o que dificulta a operação das barcaças. O diretor comenta que o aporte na dragagem ainda está sendo estimado, mas adianta que será na "casa de dois dígitos" (ou seja, mais de R$ 10 milhões).
Harger ressalta que o uso do modal hidroviário permite retirar diversos caminhões das estradas gaúchas. Aproximadamente 90% da produção de celulose da unidade de Guaíba (que tem capacidade para 1,8 milhão de toneladas ao ano) segue para o porto do Rio Grande por barcaças. A Lagoa dos Patos e o Guaíba também são aproveitados pela CMPC para trazer madeira do porto de Pelotas (cerca de 15% da matéria-prima demandada pela fábrica).
Na área financeira, a CMPC continua buscando receber indenização por alguns problemas operacionais, como o dano de uma caldeira, que interromperam a produção da planta gaúcha por 150 dias em 2017. A companhia almeja o ressarcimento de cerca de US$ 320 milhões com a seguradora Mapfre, que se recusou a pagar, alegando que a apólice não cobriria o defeito na caldeira. Essa questão está sob arbitragem, contudo Harger diz que não há uma estimativa de prazo para haver uma definição.
No Rio Grande do Sul, a companhia trabalha com 324 mil hectares, sendo 170 mil hectares voltados para o plantio de eucaliptos e 154 mil hectares destinados à área de preservação permanente e para reserva legal. O diretor-geral da companhia afirma que atualmente essa proporção de área é suficiente para a produção da companhia e não há, no curto prazo, planos de aumento dessa base florestal. Porém, o executivo salienta que a matriz chilena já ressaltou que o Brasil segue sendo um País que desperta o interesse, a longo prazo, quanto a investimentos.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia

EXPEDIENTE