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Porto Alegre, segunda-feira, 13 de maio de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Logística

Edição impressa de 13/05/2019. Alterada em 13/05 às 03h00min

Caminhoneiros querem protesto no dia 19; paralisação de 2018 consumiu até 0,3% do PIB

Desde 3 de maio, quando a Petrobras anunciou o aumento de 2,5% no preço do diesel, caminhoneiros voltaram a gravar vídeos chamando para manifestações. A data agora é dia 19 de maio, em Brasília. A ideia é reunir caminhões no estacionamento do estádio Mané Garrincha.
Em vídeo, Marconi França, caminhoneiro de Recife, em Pernambuco, diz que o objetivo do ato é "dar uma pressão nesse governo". Ele é um dos representantes da categoria que tem se encontrado com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. O caminhoneiro também trocava mensagens com o ministro Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, sobre as ações do governo para a categoria. "Embora já tivéssemos concordado com a data de 20 de julho, eu estou vendo que esse governo promete demais e pouco faz", afirma França.
O prazo citado refere-se à implementação de medidas que aumentarão a fiscalização da tabela do frete. "O governo está sendo muito democrático, muito político. Está prometendo muito e agindo pouco", afirma. Marconi pede que haja um subsídio para a variação no preço do petróleo até o fim de julho. Após a greve de 2018, o então presidente Temer definiu um subsídio de R$ 0,46 por litro de diesel até dezembro de 2018.
Na última quinta-feira, na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, Vander Francisco Costa, presidente da Confederação Nacional das Transportes (CNT), também reclamou do preço do diesel. "Não temos capacidade técnica para suportar aumento de preços diários, quinzenais ou mesmo mensais", afirmou durante audiência.
O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, disse que as coisas estão "fervendo" nos grupos de WhatsApp monitorados pela entidade - 150 mil caminhoneiros fazem parte desses grupos. Lideranças de caminhoneiros de grupos opostos, Wallace Landim, o Chorão, e Wanderlei Alves, conhecido como Dedeco, são contrários a uma nova paralisação. "Enquanto não acabar com todas as minhas fichas, eu vou continuar lutando e conversando com o governo. Greve é o nosso último recurso", afirma Landim. A paralisação dos caminhoneiros, que completa um ano neste mês, tirou entre 0,1 e 0,3 ponto percentual do crescimento do Brasil em 2018, quando a economia se expandiu 1,1%. Essa é a leitura que os economistas fazem, hoje, do evento que parou o Brasil por 11 dias, derrubando a produção da indústria e a confiança de empresários e consumidores.
 
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