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Porto Alegre, terça-feira, 30 de abril de 2019.
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Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

30/04/2019 - 12h11min. Alterada em 30/04 às 12h11min

Externo pesa no Ibovespa, que reduz ganhos após abertura fraca em Nova Iorque

Estadão Conteúdo
O mercado acionário brasileiro abriu sinalizando que poderia caminhar para fechar com valorização pelo segundo mês consecutivo, sobretudo amparado pelo noticiário local, que recentemente passou a contar com perspectivas favoráveis à evolução da reforma da Previdência, conforme os entrevistados. Porém, ponderam que a cautela externa com a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) amanhã, quando os mercados por aqui estarão fechados, dados de atividade mais fracos na China e nos EUA, além de balanços reduziram os ganhos na Bolsa brasileira.
O temor de desaquecimento econômico mundial mais intenso ganhou reforço nos indicadores da economia chinesa, que mostrou retração do PMI do país em abril, revertendo parte da forte elevação observada no mês anterior. Já nos EUA, o índice de atividade industrial de Chicago elaborado pelo Instituto para Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês) cedeu de 58,7 em março a 52,6 em abril, na mínima desde janeiro de 2017. Ainda assim, as leituras acima de 50 apontam para condições melhorando, nessa pesquisa. Analistas previam alta a 58,8.
No campo doméstico, Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença DTVM, diz que a afirmação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que irá trabalhar para que a reforma previdenciária seja aprovada ainda no primeiro semestre na Casa é motivo para a compra por aqui. "Como o foco dos investidores está na Previdência e as notícias são favoráveis, tem espaço para alta", estima.
Às 12h10min, o Ibovespa caía 0,13%, aos 96.060 pontos, após máxima aos 96.706,71 pontos, reduzindo os ganhos com os dados fracos de atividade nos EUA. Na Europa, os mercados acionários também caem, a despeito do resultado melhor que o esperado do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro no primeiro trimestre.
Numa espécie de tentativa de mostrar que o governo está em sintonia, ontem Maia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, além do relator da reforma, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), e o presidente da comissão especial, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), foram recebidos pelo presidente Jair Bolsonaro.
"Parece que há um entrosamento entre o Executivo e o Legislativo na questão da reforma, tem um ambiente mais harmonioso", reforça o economista Antônio Madeira, da MCM Consultores.
Após o dado, o euro se fortaleceu e chegou a bater máxima em relação ao dólar, enquanto as bolsas europeias reduziram um pouco suas perdas.
"As commodities estão subindo no exterior e o próprio desempenho das moedas de emergentes é mais positivo em relação ao dólar. Dólar cedendo, o real pega carona e o quadro também pode ser benéfico para a Bolsa", acrescenta o economista da MCM Consultores.
Ainda que não esteja tendo impacto nos negócios, por ora, os investidores acompanham com atenção os desdobramentos da crise venezuelana. Hoje, o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, executa a chamada Operação Liberdade no país, com objetivo de derrubar o governo de Nicolás Maduro.
O presidente Jair Bolsonaro convocou uma reunião nesta terça-feira com os ministros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, e da Defesa, Fernando Azevedo, para tratar da situação da Venezuela, como informou o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que também participará do encontro, marcado para as 12h30, no Palácio do Planalto. Segundo Mourão, representantes do GSI e da Defesa vão "passar as informações que eles têm" sobre o assunto.
De acordo com o ministro das relações exteriores, Ernesto Araújo, o reconhecimento de militares a Guaidó é dever constitucional de lealdade. "O Brasil mantém apoio a sanções econômicas na Venezuela."
Apesar de o país deter as maiores reservas de petróleo do mundo, no mercado internacional hoje a cotação do barril avança influenciada pela fala do ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, que afirmou que a produção da commodity no país estará abaixo dos sete milhões de barris por dia (bpd) até o final de maio - nível menor do que atualmente.
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