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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de fevereiro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Edição impressa de 08/02/2019. Alterada em 08/02 às 14h24min

Papel da inovação no Estado é debatido no Jornal do Comércio

Evento reuniu incentivadores do projeto Pacto Alegre, que fomenta o empreendedorismo local

Evento reuniu incentivadores do projeto Pacto Alegre, que fomenta o empreendedorismo local


MARIANA CARLESSO/JC
Matheus Closs
O futuro de Porto Alegre e o papel da inovação tecnológica como forma de impactar a qualidade de vida no Estado permeou a segunda edição do Cenário Digital, realizada nesta quinta-feira (7). O evento faz parte do ciclo Conexões de Negócios do JC, e recebeu, na sede do Jornal do Comércio, figuras expoentes do projeto Pacto Alegre, lançado em novembro de 2018 e que tem como objetivo fomentar a inovação e o empreendedorismo local, através da parceria entre entidades públicas e privadas.
Durante o encontro, Luis Humberto Villwock, que é agente de Prospecção e Negociação do Tecnopuc, destacou que a inovação não deve ficar restrita a extratos sociais mais altos, e que precisa ser enxergada por toda a população, inclusive em comunidades carentes. Segundo ele, a universidade também deve instigar pessoas a perderem o medo de empreender. "A universidade tem que dar condições para que as pessoas adaptem ideias em projetos que solucionem problemas da sociedade", disse.
Para a CEO do Tecnosinos, Susana Kakuta, Porto Alegre necessita acelerar o processo de inovação, pois pode perder talentos locais para lugares que ofereçam melhores condições de empreender. A educação foi citada por ela como grande problema na mudança para uma sociedade mais inovadora. "Como tu vai falar em inovação, se nossos jovens têm dificuldade de interpretar um texto? ", questionou Susana. Para ela, não se pode tratar desenvolvimento e inovação como questões distantes.
O CEO da Agibank e um dos líderes do Instituto Caldeira, Marciano Testa, valorizou a ação da organização, que busca acelerar a inovação com conexões globais, além de fazer o encontro das empresas com startups. "As grandes empresas também vão buscar no hub as soluções para suas dores de inovação. Outro foco é resolver problemas no setor público", disse Testa.
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Cesar Paz, fundador do POA Inquieta, defendeu que a inovação depende do pensamento criativo e que é preciso construir um ambiente ideal para transformação através de um discurso que engaja pessoas e as façam se sentir confortáveis em arriscar. "A gente acredita que esta transformação é coletiva. Todas as forças têm de estar juntas", analisou Paz.
A Procempa tem papel fundamental no pacto Alegre e no movimento da inovação. A estatal é responsável pelo processamento de dados do município, tecnologia que é de alta necessidade para o uso do cidadão, em setores como saúde, mobilidade urbana, segurança, educação e abastecimento. Para o diretor técnico do órgão, Alexandre Horn, há necessidade de que a iniciativa privada ajude a abastecer o setor público, otimizando os serviços oferecidos, o que traria benefícios à cidade e também às empresas.
Além dos debatedores, entusiastas do movimento prestigiaram o encontro. O superintendente de Inovação e Desenvolvimento da Pucrs, Jorge Audy, valorizou as novas ideias que surgem nesses encontros. "Todos querem transformar Porto Alegre em referência de inovação de classe mundial", disse.
A colunista do blog Mercado Digital, Patricia Knebel, lembra que a edição do Cenário Digital reuniu as pessoas que estão buscando a transformação da cidade e ainda trazendo exemplos do Brasil e de fora. "A inovação acontece pela pluralidade, por isso reunimos academia, empresas, setor público e sociedade, todos desprovidos de vaidade e com mentalidade para inovar e crescer. Se um cresce todos crescem juntos", resume Patricia.
A iniciativa do JC foi elogiada pelo secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Luis Lamb, por levar à sociedade as ações da economia criativa e conhecimento. "(O evento) mostra a junção de forças. É possível sim um pacto em Porto Alegre e pelo Rio Grande do Sul que transforme a nossa economia", aposta Lamb.
Diante do desafio, o diretor-presidente da Processor, Cesar Leite, resumiu o que é uma condição para, talvez, convencer as pessoas do impacto das mudanças. Leite advertiu que "a inovação tem de estar na paisagem". A cidade, traduzindo, tem de transpirar esse ambiente. "E temos de estimular a percepção externa de quem são as pessoas que estão carregando a tecnologia na Capital e no Estado", completou o CEO da Processor. 
A cobertura completa do evento estará no caderno especial Cenário Digital, que circula encartado na edição do JC do dia 21 de fevereiro. 
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Comentários
Roger Dutra 08/02/2019 16h37min
Neste momento as Fundações como a FZB, CIENTEC e UERGS podem ter papéis importantes no desenvolvimento da inovação do Estado. Uma boa vontade política neste momento iria bem.