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Porto Alegre, segunda-feira, 04 de fevereiro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura Internacional

04/02/2019 - 09h59min. Alterada em 04/02 às 11h52min

Mercado reduz expectativa de alta do IPCA para 2019

Estadão Conteúdo
Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA, índice oficial de inflação, em 2019. O Relatório de Mercado Focus divulgado na manhã desta segunda-feira (4), pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA este ano passou de alta de 4,00% para elevação de 3,94%.
Para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, o mercado apontou alta de 2,50%, que estava em 2,53% há quatro semanas. Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do PIB, em 2,50%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo nível.
À espera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre o novo patamar da Selic, nesta quarta-feira (6), os economistas alteraram suas projeções para a taxa básica no fim de 2019, passando de 7,00% para 6,50% ao ano. Há um mês, estava em 7,00%. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 seguiu em 8,00%, igual ao visto quatro semanas atrás. 
Há um mês, estava em 4,01%. A projeção para o índice em 2020 seguiu em 4,00%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo nível. O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2021, que seguiu em 3,75%. No caso de 2022, a expectativa também permaneceu em 3,75%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% para ambos os casos.
A projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%). Para 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).
No último dia 11, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA de 2018 fechou com taxa de 3,75%. Em dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC havia atualizado suas projeções para a inflação. No cenário de mercado, o BC projeta IPCA de 3,9% em 2019, 3,6% em 2020 e 3,7% em 2021.
No Focus, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2019 foi de 3,90% para 3,83%. Para 2020, a estimativa do Top 5 permaneceu em 4,00%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,96% e 4,00%, nesta ordem.
No caso de 2021, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 3,75%, igual ao verificado há um mês. A projeção para 2022 no Top 5 seguiu em 3,50%, ante 3,78% de quatro semanas atrás.
Esse porcentual foi divulgado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro. No relatório Focus desta segunda-feira, a projeção para a produção industrial de 2019 seguiu indicando alta de 3,04%. Há um mês, estava no mesmo patamar. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes.
A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 passou de 56,00% para 56,35%. Há um mês, estava em 56,70%. Para 2020, a expectativa foi de 58,16% para 58,30%, ante 58,65% de um mês atrás.
O mercado financeiro projeta alta de 1,25% para o PIB em 2018, conforme o Sistema de Expectativas de Mercado do relatório Focus. Uma semana antes, a estimativa estava em 1,27%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informará o resultado do PIB em 2018 apenas em 28 de fevereiro.
O Focus mostrou mudança no cenário para a moeda norte-americana em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim do ano passou de R$ 3,75 para R$ 3,70, ante os R$ 3,80 de um mês atrás. Para 2020, a projeção para o câmbio no fim do ano foi de R$ 3,78 para R$ 3,75, ante R$ 3,80 de quatro pesquisas atrás.
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