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Porto Alegre, quarta-feira, 30 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Portos

Edição impressa de 31/01/2019. Alterada em 30/01 às 01h00min

Terminal Santa Clara espera aumento de movimentação para cerca de 30 mil unidades

transporte de contêineres pela hidrovia crédito Jefferson Klein

transporte de contêineres pela hidrovia crédito Jefferson Klein


/JEFFERSON KLEIN/ESPECIAL/JC
Jefferson Klein
Inaugurado em setembro de 2016 e operando integrado ao Tecon Rio Grande, o Contêineres Terminal Santa Clara (Contesc) localizado em Triunfo movimentou cerca de 20 mil contêineres no ano passado. O diretor-presidente do Tecon, Paulo Bertinetti, adianta que a meta para 2019 é que pelo menos 30 mil unidades sejam transportadas entre as duas cidades pela hidrovia gaúcha.
"A expectativa é que a gente consiga aproximar cada vez mais o porto de Rio Grande da zona produtora do Estado", enfatiza o executivo. Porém, para atingir o objetivo, será preciso fazer modificações na operação. Bertinetti detalha que, atualmente, são duas barcaças (uma da Navegação Aliança e outra da Navegação Guarita) fazendo a ligação entre Triunfo e Rio Grande, com duas escalas semanais em cada ponta. Para atender a um aumento da movimentação de cargas, será necessário agregar mais uma embarcação ao serviço ou utilizar barcaças maiores.
Uma das embarcações que faz o serviço hoje tem capacidade para transportar 85 contêineres de 40 pés e a outra pode trabalhar com 76 contêineres de 40 pés. Bertinetti comenta que se for adotada uma barcaça maior para movimentar essas cargas, o ideal seria uma com capacidade para 150 unidades. O Terminal Santa Clara opera cargas de importação, exportação e cabotagem, que têm como origem ou destino as cidades de Farroupilha, Carlos Barbosa, Garibaldi, Caxias do Sul, Veranópolis, Cruz Alta, Lajeado, Serafina Corrêa, Triunfo, entre outras. Os principais produtos transportados são congelados, resinas, glicerina, utensílios domésticos, móveis e compensados.
Bertinetti esteve ontem em Porto Alegre integrando um debate sobre hidrovias, realizado na sede da Famurs. Outro participante do encontro foi o novo diretor-superintendente do Porto do Rio Grande, Fernando Estima. Na ocasião, o dirigente comentou que há uma determinação do governo estadual de analisar todos os contratos relativos ao polo naval e dos terminais portuários de Rio Grande para que a nova gestão se atualize como está esse tema. "Precisamos saber que herança realmente recebemos", destaca. Esse trabalho será realizado durante o prazo de cerca de 30 dias. Sobre o futuro do polo naval, Estima reforça que a questão passará pela política que a Petrobras adotará quanto à construção de plataformas de petróleo.
Quanto às hidrovias, o coordenador da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) e da Hidrovias RS, Wilen Manteli, comenta que o evento na Famurs serviu para aglutinar forças sociais, econômicas e públicas para desenvolver o modal. O dirigente reforça que a logística fluvial é amplamente aproveitada nos Estados Unidos e em países europeus. Manteli defende que os municípios gaúchos, que têm acesso à hidrovia, contam com a grande oportunidade de selecionar terrenos próximos aos rios ou lagoas para atrair investimentos.
 
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