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Infraestrutura

- Publicada em 22h33min, 30/01/2019. Atualizada em 10h18min, 31/01/2019.

Candiota 3 voltará a gerar eletricidade em março

Termelétrica a carvão tem capacidade para produzir até 350 MW

Termelétrica a carvão tem capacidade para produzir até 350 MW


/CGTEE/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
Parada desde dezembro para a realização de uma reforma, a usina Candiota 3, também conhecida como Fase C, deverá retomar a produção de energia a partir de março. O empreendimento está passando por uma manutenção especial, denominada de overhaul. A térmica foi projetada especificamente para o carvão da região, com alto teor de cinzas, e necessita de uma parada total da unidade para revisão e reparo dos equipamentos devido aos desgastes pelo funcionamento.
Parada desde dezembro para a realização de uma reforma, a usina Candiota 3, também conhecida como Fase C, deverá retomar a produção de energia a partir de março. O empreendimento está passando por uma manutenção especial, denominada de overhaul. A térmica foi projetada especificamente para o carvão da região, com alto teor de cinzas, e necessita de uma parada total da unidade para revisão e reparo dos equipamentos devido aos desgastes pelo funcionamento.
Atualmente, cerca de 1,8 mil pessoas estão trabalhando nessa operação. Candiota 3 tem capacidade para a geração de até 350 MW (o que corresponde a pouco menos do que 10% da demanda média de energia do Rio Grande do Sul). O complexo termelétrico conhecido como Presidente Médici conta ainda com outras duas térmicas a carvão, as Fases A e B, que somam uma potência instalada de 446 MW. No entanto, essas unidades são consideradas obsoletas e ineficientes, estão inativas e sem perspectiva de retornarem a gerar energia.
O grupo não divulgou a atual estimativa de custo com a reforma da Fase C, mas no ano passado foi noticiado que a Eletrobras havia fechado um contrato de R$ 230 milhões, sem licitação, com a empresa chinesa Citic Guo Hua International, que faria a revisão geral da usina. Apesar da manutenção estar sendo feita durante o período de verão, em que muitas vezes as elevadas temperaturas aumentam o consumo de energia e implicam geração termelétrica, o vice-coordenador do Fórum de Infraestrutura da Agenda 2020, Paulo Menzel, argumenta que, em diversas ocasiões, não é possível postergar manutenções. "Depois se perde um equipamento desses e o custo para a sociedade é maior", frisa.
Paralelamente à reforma da Fase C, CGTEE (proprietária da usina) e Eletrosul, ambas empresas controladas pela Eletrobras, estão tratando de unificar suas operações. A expectativa é que essa ação seja concretizada no primeiro semestre. Em nota, a Eletrobras destaca entre os motivos para adotar essa medida "sinergias operacionais com economias de escala, redução de custos e ganhos consistentes de eficiência operacional". O grupo espera aumento de receitas e do lucro operacional, logo no primeiro ano de incorporação.
Apesar de ser uma empresa maior, a Eletrosul é que será incorporada pela CGTEE, utilizando o CNPJ dessa última companhia. A Eletrobras não fala abertamente, mas entre outras razões, estariam vantagens tributárias e fiscais com a estratégia. A Eletrosul conta hoje com em torno de 1,2 mil funcionários e a CGTEE com cerca de 360 pessoas. Enquanto a primeira empresa tem atividades na geração hidráulica, solar e eólica, além da transmissão de energia, a CGTEE está focada na produção térmica a carvão. Uma fonte que acompanha as tratativas adianta que, como a CGTEE tem essa forte vinculação com as fontes fósseis, a união com a Eletrosul resultará em um novo nome para a companhia.
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