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Porto Alegre, terça-feira, 29 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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indústria

29/01/2019 - 09h45min. Alterada em 29/01 às 09h55min

Trabalhadores da GM rejeitam propostas da montadora e fazem protesto em Gravataí

Cerca de mil funcionários se reuniram no acesso ao complexo durante troca de turno dos trabalhadores

Cerca de mil funcionários se reuniram no acesso ao complexo durante troca de turno dos trabalhadores


MARCELO MATUSIAK/DIVULGAÇÃO/JC
Trabalhadores da General Motors fizeram um protesto na manhã desta terça-feira (29) em frente à fábrica de Gravataí. Diante da ameaça da montadora de deixar o País, cerca de mil funcionários se reuniram no acesso ao complexo por volta das 5h30min, durante a troca de turno dos funcionários. A categoria questionou as 21 medidas que foram anunciadas pela empresa (veja lista abaixo). A multinacional alega prejuízos financeiros com a operação no Brasil.
Durante assembleia, os funcionários rejeitaram, por unanimidade, todas as 21 propostas. A montadora colocou na mesa questões como o regramento do trabalho intermitente, o não pagamento do Programa de Participação nos Resultados (PPR) em 2019 e diminuição em 2020, a terceirização das atividades-fim, redução no piso salarias, jornadas especiais de trabalho e questões previdenciárias.
"Daqui a pouco, teremos gente ganhando menos do que um salário-mínimo e sem qualquer garantia de que terá algum dinheiro no fim do mês para pagar suas contas, para comprar material escolar para o filho e para comprar um remédio. Não vamos admitir que o funcionário viva de 'biscate' e trabalhando quando der", discursou o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, Valcir Ascari.
A direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí (Sinmgra) embarcou no meio da manhã de hoje para São Paulo, onde participará de uma reunião com a direção da empresa e integrantes dos demais sindicatos das outras unidades. Na quarta-feira (30), outra reunião entre o prefeito de Gravataí Marco Alba e o governador gaúcho Eduardo Leite, também em São Paulo, vai debater o futuro do complexo automotivo.
A montadora do Rio Grande do Sul tem a maior capacidade de produção da marca no País é responsável pela fabricação do modelo Onix, atualmente o mais vendido do país. Foram 389,5 mil veículos comercializados em 2018, o que representa aproximadamente 15% da fatia de mercado. A montadora é líder nacional em vendas há pelo menos três anos. A presença da GM, em Gravataí, significa a geração de mais de seis mil empregos diretos e indiretos. Para o município representa, em retorno de ICMS, algo próximo de R$ 70 milhões.
Além disso, a planta gaúcha é uma das unidades mais eficientes no mundo. Este ano estreará uma nova plataforma de veículos, com investimento de R$ 1,5 bilhão.

Veja a lista de pedidos da GM:

1 - Formalização de Acordo Coletivo de longo prazo (2 anos renováveis por mais 2). O atual, assinado em 2018, vence no fim de 2019.
2 - Negociação de valor fixo e substituição de aumento salarial para empregados horista e congelamento ou redução da meritocracia para mensalistas.
3 - Negociação do PPR com revisão das regras de aplicação, prevalência da proporcionalidade transição para aplicação de equivalência salarial e inclusão de produtividade.
4 - PPR zero em 2019, de 50% em 2020 e integral em 2021.
5 - Suspensão das contribuição da GMB à Previdência por 12 meses.
6 - Alteração do plano médico.
7 - Implementação de trabalho intermitente por acordo coletivo e individual.
8 - Terceirização de atividades meio e fim.
9 - Jornada de trabalho de 44 horas semanais para novas contratações.
10 - Piso salarial de R$ 1.300,00. (O atual está em torno de R$ 1.570,00).
11 - Redução do período de complementação do auxílio previdenciário para 60 dias para um evento no ano.
12 - Renovação de acordos de flexibilidade.
13 - Rescisão no curso de afastamento para empregados com tempo para aposentadoria.
14 - Desconsideração de horas extraordinárias.
15 - Trabalho em regime de tempo parcial.
16 - Jornada especial de trabalho (12/36 horas).
17 - Ajuste na cláusula de férias com parcelamento previsto em lei.
18 - Regramento do contrato de trabalho intermitente.
19 - Implicabilidade de isonomia salarial acima dos 48 meses para grade nova.
20 - Cláusula regrando a adoção de termo de quitação anual de obrigações trabalhistas.
21 - Congelamento da política de progressão salarial horista por 12 meses. 
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Comentários
Jose Antonio Marques Soares 29/01/2019 15h16min
Os itens relacionados realmente são os que mechem realmente nos salários e benefícios dos trabalhadores.nAgora como está realmente a situação geral da montadora com relação aos lucros nestes últimos anos?nPrincipal argumento em prol da redução dos direitos acordados, em questão??