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Porto Alegre, quarta-feira, 23 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Edição impressa de 24/01/2019. Alterada em 23/01 às 22h57min

Planta da BRF em Lajeado foi desabilitada pela Arábia Saudita

Frigorífico exportava 6,5 mil toneladas por mês aos sauditas

Frigorífico exportava 6,5 mil toneladas por mês aos sauditas


/GoogleMaps/Reprodução/JC
A BRF confirmou que o frigorífico para abate Halal (que segue os preceitos muçulmanos) em Lajeado (SIF 1449) foi uma das cinco excluídas da lista de estabelecimentos habilitados para exportar carne de frango para a Arábia Saudita, anunciada pelo país árabe nesta terça-feira. Com isso, a BRF passará a deter oito plantas entre os 25 frigoríficos brasileiros com permissão para vender carne de frango para a Arábia Saudita. A planta de Jataí (SIF 4011), em São Paulo, também foi excluída, mas esta já não exportava para o mercado saudita.
A planta de Lajeado vinha operando com um volume de aproximadamente 6,5 mil toneladas/mês de exportação para a Arábia Saudita. A BRF prevê retomar em no máximo três meses o patamar anterior de embarques de carne de frango para a Arábia Saudita.
A empresa afirmou que os ajustes necessários já se iniciaram e que "as oito plantas habilitadas possuem capacidade suficiente de atendimento da demanda daquele mercado". "Assim, a perda de receita líquida não é material, visto que a estimativa da empresa é de que poderá atingir no máximo 0,1% da receita líquida auferida nos últimos 12 meses encerrados em setembro de 2018, ou R$ 45 milhões nesse período de três meses", informou ontem em comunicado ao mercado.
A Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) encara o descredenciamento com surpresa. Segundo o diretor executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, os locais do Estado habilitados para exportação da carne Halal (abatida de acordo com preceitos muçulmanos) já vinham se adequando às novas exigências de abate impostas pela Arábia Saudita, que passou a proibir o atordoamento prévio com choques elétrico no início do ano passado.
"Esse descredenciamento, que chega de uma hora para outra, com certeza causa espanto em todos produtores gaúchos, principalmente os que já haviam se adequado frente a questão do abate", diz Santos. Além da planta de Lajeado, outra unidade de abate Halal no Estado também teria sido desabilitada, mas não há confirmação.
Sobre o motivo das desabilitações, o diretor executivo afirma que a eventual de troca da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém está sendo especulada como causadora dos impedimentos, mas que as informações oficiais se relacionam à busca por autossuficiência da Arábia Saudita. "Se o governo federal oficializar a medida (trocar a embaixada) vai haver retaliações. Caso isso ocorra, iremos intensificar o diálogo com os órgãos competentes, primeiramente, e depois com os compradores de carne Halal gaúcha", completa Santos.
Até outubro de 2018, a Arábia Saudita já havia comprado 392 mil toneladas de carne de frango do Brasil. Em 2017, os exportadores brasileiros embarcaram 590 mil toneladas do produto para o mercado saudita.
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