Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 22 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Varejo

22/01/2019 - 11h40min. Alterada em 22/01 às 11h44min

Amazon amplia operação própria e bate de frente com gigantes do varejo no País

Amazon começa nesta terça-feira a trabalhar com estoque próprio de 120 mil produtos no Brasil

Amazon começa nesta terça-feira a trabalhar com estoque próprio de 120 mil produtos no Brasil


LIONEL BONAVENTURE/AFP/JC
Estadão Conteúdo
Fraldas, ferramentas, produtos de limpeza, de beleza e aparelhos para a casa se espalham pelos 40 mil metros quadrado do primeiro centro de distribuição da Amazon no Brasil. O espaço, equivalente a seis campos de futebol, é o símbolo de um aguardado movimento da gigante global de e-commerce no País.
Passados mais de seis anos de sua chegada ao Brasil, a Amazon finalmente começa nesta terça-feira (22), a trabalhar com estoque próprio de 120 mil produtos e a vender diretamente ao consumidor final.
Desde 2017, a gigante americana só vendia esses itens por market place, ou seja, de forma terceirizada, mas a única operação própria era de livros. O presidente da varejista no País, Alex Szapiro, diz que o centro de distribuição próprio é uma "evolução" da operação brasileira da companhia.
A notícia sobre o movimento da Amazon rumo a uma operação própria afetou os papéis das principais varejistas online do País. As ações da B2W (dona de Submarino e Americanas.com) tiveram queda de 3,26%, para R$ 44,40, enquanto Magazine Luiza recuaram 4,13%, para R$ 167. "Uma plataforma como essa é uma concorrência direta. É um alerta, acende uma luz vermelha", diz Louise Barsi, analista da Elite Corretora.
O BTG Pactual, em relatório, relativizou a questão: "Apesar do sucesso da Amazon em mercados como Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos e da forte posição da empresa na Índia e no Japão, esperamos que no Brasil a companhia continue enfrentando competição por parte de empresas bem estabelecidas." Segundo Pedro Guasti, presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da Fecomércio-SP, o movimento da Amazon aproxima a operação brasileira do padrão internacional em quantidade de itens ofertados e prazos de entrega. Para ele, é uma evolução "ainda tímida, mas consciente".
A Amazon não revela valores investidos no centro de distribuição de Cajamar, região metropolitana de São Paulo. O espaço alugado pertence à operadora de galpões Prologis. O processo de empacotamento é majoritariamente manual, com auxílio de máquinas. Segundo a Amazon, há etapas do processo que são mais eficazes quando feitas por seres humanos.
Apesar de, por enquanto, não trabalhar com alimentos, a Amazon vai entrar em produtos vendidos em supermercados, como itens de limpeza. Essa estratégia é adotada também pelo Magazine Luiza desde 2017. Segundo especialistas, esses produtos garantem fidelidade e alta frequência de compra. Nos EUA, o avanço da Amazon nessa área motivou a aquisição dos supermercados Whole Foods.
Por aqui, a Amazon mantém sigilo dos planos. "Mais que concorrer com A ou B, queremos ter certeza que, desde a hora em que o cliente acorda até a hora em que ele vai dormir, tenhamos disponíveis os produtos do seu consumo", diz Szapiro.
A proposta da Amazon é oferecer frete grátis para compras acima de R$ 149, no caso de entregas padrão, de até uma semana. Para capitais do Sul e do Sudeste, existe a entrega rápida em até um dia, que é cobrada. Simulação feita pela reportagem para a capital paulista mostrou uma taxa de R$ 10,90.
O centro de distribuição da Amazon vai atender apenas os produtos da empresa. Por enquanto, a gigante não vai prestar serviços de armazenamento e entrega a seus vendedores de market place, o chamado Fulfillment by Amazon. Segundo Guasti, esse seria um passo natural para a empresa no Brasil. Questionado, Szapiro não quis comentar o assunto. 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia