Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 15 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

indústria calçadista

Edição impressa de 15/01/2019. Alterada em 14/01 às 01h00min

Couromoda começa com boas expectativas

Feira conta com 2 mil marcas e espera receber 30 mil compradores

Feira conta com 2 mil marcas e espera receber 30 mil compradores


/COUROMODA/DIVULGAÇÃO/JC
A abertura oficial da 46ª edição da Couromoda, realizada ontem no Expo Center Norte, em São Paulo, foi recheada de discursos otimistas. A avaliação de lideranças e autoridades presentes é de que, a partir de um cenário político e econômico mais favorável, o setor calçadista nacional possa almejar a recuperação de dois últimos anos difíceis para a atividade.
Na oportunidade, o presidente da Couromoda, Francisco Santos, ressaltou que existe uma expectativa de retomada para o segmento, o que deve ser refletido na feira calçadista, que acontece até o dia 17. "Temos a perspectivas de retomada tanto no mercado interno quanto internacional", apontou. Segundo ele, o crescimento maior deve vir das exportações, a partir das sinalizações do governo eleito de reforçar a relação com países desenvolvidos e consumidores de grande fatia dos calçados brasileiros.
"Já percebemos o retorno de grandes compradores internacionais, inclusive presentes aqui na Couromoda", comemorou Santos. Nesta edição, a feira conta com mais de 2 mil marcas de calçados, bolsas e acessórios e deve receber mais de 30 mil compradores profissionais, dos quais em torno de 2 mil deles estrangeiros, representando mais de 50 países.
Citando dados do setor calçadista, especialmente de uma recuperação verificada nos últimos meses de 2018, o presidente do Conselho Deliberativo da Abicalçados, Rosnei Alfredo da Silva, destacou que o momento é de unir esforços para aproveitar o momento político que sinaliza para um processo de recuperação econômica. "Queremos que esse sentimento de otimismo também esteja presente internamente, nas nossas fábricas. Vamos viver um novo momento e somos privilegiados por isso", disse.
Os dados mais recentes de produção e varejo de calçados apontam que o primeiro índice aumentou consecutivamente nos meses de setembro e outubro (5,2% e 6,6%) em relação aos meses correspondentes de 2017. Por outro lado, devido a quedas acumuladas, especialmente no primeiro semestre de 2018, nos 10 meses persistiu um revés de 2,6%. Já o varejo do setor vem crescendo desde agosto, tendo fechado outubro com incremento de 4,1% em relação ao mês dez de 2017. Assim como a produção, o acumulado foi prejudicado pela primeira parte do ano, fechando em queda de 2,3% no comparativo.
Representando o varejo de calçados, o vice-presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Calçados e Artefatos (Ablac), Bruno Constantino, ressaltou incremento de 2,6% nas vendas de calçados em 2018, índice levantado em pesquisa com as mais de 700 associadas da entidade. "Esperamos que a recuperação se consolide e que o novo cenário político e econômico mude o panorama do setor", projetou.
Presente no evento, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ressaltou a importância do setor para a economia gaúcha, colocando-se à disposição para apoiar a atividade no que for possível para uma melhor competitividade. "No Estado, estamos trabalhando para gerar melhores condições de empreendedorismo, com redução das burocracias, diminuição dos custos logísticos - com investimentos em infraestrutura -, e otimização da carga tributária", disse, ressaltando que o Estado brasileiro é "gastador e gasta mal".
Origem de 43% dos expositores da feira, o Rio Grande do Sul lidera o ranking de exportações de calçados em relação ao volume de receita entre os estados e é o segundo maior produtor nacional, com 2,3 mil indústrias e 93 mil empregos diretos (um terço do País).
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia