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Porto Alegre, sexta-feira, 11 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 11/01 às 20h21min

Bolsas de Nova Iorque fecham em leve queda, de olho em Fed e paralisação

Estadão Conteúdo
As bolsas de Nova Iorque fecharam em leve queda nesta sexta-feira (11), em um movimento de realização de lucros depois de uma semana marcada por quatro altas consecutivas em meio aos comentários considerados "dovish" de diversos dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Investidores monitoram, ainda, a paralisação do governo federal nos Estados Unidos, que caminha para se tornar a mais longa da história.
O índice Dow Jones fechou em queda de 0,02%, a 23.995,95 pontos, mas avançou 2,43% na semana. O S&P 500, por sua vez, caiu 0,01%, para 2.596,26 pontos, com alta semanal acumulada de 2,56%. Já o Nasdaq cedeu 0,21%, aos 6.971,48 pontos, e subiu 3,67% na semana.
Os comentários do presidente do Fed, Jerome Powell, e de outros dirigentes da instituição ao longo desta semana levaram os mercados acionários a registrarem quatro altas consecutivas. Na quinta-feira, Powell afirmou que a economia americana está "sólida", mas chamou atenção para os riscos da desaceleração global, o que poderia levar o banco central americano a ser mais cauteloso em sua trajetória de aperto monetário ou até mesmo a paralisá-la.
A perda de ímpeto ao redor do globo foi classificada pelo vice-presidente do Fed, Richard Clarida, como "ventos contrários" à atividade em solo americano. Hoje, uma nova queda na produção industrial na zona do euro ecoou os comentários, também refletidos na fala de outros dirigentes. Na Itália, o recuo da atividade industrial em novembro, na comparação mensal, foi mais acentuado do que as expectativas, apontou o economista sênior do Intesa Sanpaolo, Paolo Mameli. Ele alertou, ainda, para o risco de uma recessão técnica no país. O indicador fecha uma semana em que a produção industrial da Alemanha e França também decepcionou.
O otimismo reforçado pelo Fed em relação à economia no país, no entanto, não é refletido totalmente nos dados, como indicado pela deflação mostrada pelo índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA, que recuou 0,1% na passagem de novembro para dezembro. Em base anual, o indicador mostrou avanço de 1,9%, no ritmo mais lento desde agosto de 2017, o que, para a economista-chefe da Stifel Economics, Lindsey Piegza, indica que o Fed "tem sido resistente a reconhecer sinais precoces de fraqueza da economia doméstica".
Enquanto aguardam também por mais sinais das negociações no âmbito do comércio entre as duas maiores potências do mundo, a paralisação do governo federal em solo americano chega ao 21º dia, a caminho de se tornar a mais longa da história - o que acontecerá se completar esta sexta-feira sem uma solução.
Para analistas do Swissquote, os riscos de uma extensão do desligamento da máquina pública e uma potencial declaração de emergência nacional, o que o presidente Donald Trump afirmou hoje que não fará "tão rápido", poderiam pesar de forma desfavorável nos mercados acionários, enquanto se elevam preocupações sobre os impactos econômicos que podem causar. Ontem, o JPMorgan reduziu sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) anualizado dos EUA no primeiro trimestre de 2019, de 2,25% para 2,0%, por conta da paralisação.
Há, ainda, a expectativa pelo início da temporada de balanços relativos ao quarto trimestre de 2018, na próxima semana, quando os principais bancos americanos divulgam resultados, assim como a Netflix. O papel do serviço de streaming avançou 3,98% hoje, depois que analistas elevaram sua recomendação e preço-alvo da ação, como o UBS.
A ação da General Motors (+7,05%) também saltou após a empresa elevar a projeção de lucro em seu guidance para 2018, antes de divulgar os resultados completos, no mês que vem. A companhia afirmou ainda que seus resultados finais devem crescer em 2019, já que espera que a demanda por automóveis permaneça resiliente em seus dois maiores mercados - China e EUA.
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