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Porto Alegre, segunda-feira, 14 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Edição impressa de 14/01/2019. Alterada em 13/01 às 21h44min

RGE tem financiamento bilionário do Bndes

Fusão das companhias otimizou custos, afirma José Carlos Tadiello

Fusão das companhias otimizou custos, afirma José Carlos Tadiello


/RGE/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
A partir deste ano a RGE Sul e a RGE, ambas distribuidoras controladas pelo grupo CPFL, tornaram-se uma empresa só. A companhia recém-nascida assumiu apenas o nome de RGE e já fechou um negócio ousado: um financiamento de cerca de R$ 1,1 bilhão proveniente do Bndes. Os recursos serão investidos em dois anos no aprimoramento do serviço de abastecimento de energia elétrica e no atendimento ao aumento da demanda.
O banco havia confirmado o empréstimo ainda quando havia duas concessionárias (sendo R$ 582,45 milhões para a RGE Sul e R$ 550,57 milhões para a RGE). Segundo o Bndes, esses recursos fazem parte de um planto total de investimento superior à soma dos valores e que ultrapassa R$ 1,4 bilhão. O presidente da RGE, José Carlos Tadiello, ressalta que a grande vantagem da união das empresas é a otimização dos custos administrativos e operacionais. Além disso, com as sinergias há um ganho de escala.
O dirigente acrescenta que a fusão também acarreta benefícios para os consumidores com o compartilhamento dos recursos humanos e técnicos das empresas, tendo sido configurada uma nova estrutura operacional com a criação de 10 novas gerências descentralizadas. As contas de luz da nova distribuidora já se encontram com o logotipo unificado da RGE, e pontos estratégicos, como as agências de atendimentos da RGE Sul, terão a imagem antiga substituída mais rapidamente. Tadiello comenta que a ideia é ir trocando gradativamente a marca nos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), fardamentos e capacetes quando esses itens forem sendo supridos por outros.
Os novos carros de atendimento também virão com o visual correto. Nessa área, a empresa pretende fazer uma expressiva substituição. Em dezembro, a companhia recebeu 80 veículos e espera adquirir um total de mais de 300 até o final de 2019. A expectativa é que a identidade RGE Sul seja suprimida plenamente em um período de cerca de um ano.
Apesar de em muitas ocasiões a junção de empresas resultar em demissões devido à sobreposição de cargos, Tadiello afirma que o número de funcionários não deverá variar muito, sendo que a companhia está recrutando eletricistas e agentes comerciais, devendo aumentar a quantidade de empregados nos primeiros meses deste ano. Em outubro de 2018, a RGE e a RGE Sul, somadas, contavam com 3.681 colaboradores.
Em termos territoriais e municípios atendidos, a RGE é hoje responsável por 65% de toda a energia elétrica distribuída para o Estado. Ao todo, a área de concessão engloba 381 municípios e quase 3 milhões de clientes, representando mais de 7 milhões de pessoas. São 147 subestações de energia próprias, 4.384 quilômetros de linhas de transmissão, 151.682 quilômetros de redes de distribuição e cerca de 2 milhões de postes.
Conforme Tadiello, a união das concessionárias era planejada desde a aquisição da AES Sul (que se tornou a RGE Sul) pela CPFL, em 2016, mas dependia do aval da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Na ocasião, a CPFL desembolsou aproximadamente R$ 1,7 bilhão e assumiu uma dívida de cerca de R$ 1,1 bilhão. Questionado sobre o interesse da controladora da RGE em participar de um possível leilão de privatização do Grupo CEEE, o executivo diz que o grupo possui um plano estratégico de crescimento e estuda todas as oportunidades que estejam no mercado. "Tendo sinergia com os nossos negócios, é analisado, tanto aqui no Estado como fora", frisa.
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