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Porto Alegre, terça-feira, 08 de janeiro de 2019.
Dia Nacional do Fotógrafo.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Edição impressa de 08/01/2019. Alterada em 08/01 às 01h00min

Boletim Focus projeta taxa Selic no fim de 2019 em 7%

Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para a Selic (a taxa básica) para o fim de 2019. O Relatório de Mercado Focus trouxe ontem que a mediana das previsões para a Selic este ano passou de 7,13% para 7% ao ano. Há um mês, estava em 7,50%.
Já a projeção para a Selic no fim de 2020 seguiu em 8%, igual ao visto quatro semanas atrás. No caso de 2021, a projeção também seguiu em 8%, igual ao verificado um mês antes.
Em 12 de dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a manutenção, pela sexta vez consecutiva, da Selic em 6,50% ao ano.
Ao mesmo tempo, o BC indicou que a Selic tende a permanecer no atual nível - o mais baixo da história - pelo menos nos primeiros meses do governo de Jair Bolsonaro.
Entre as indicações, o colegiado avaliou que, desde o encontro anterior, de outubro, houve alta do risco de a ociosidade na economia produzir inflação abaixo do esperado.
Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2019 seguiu em 6,50% ao ano ante 7,25% de um mês antes. No caso de 2020, seguiu em 8% e, para 2021, permaneceu em 8%. Há um mês, estavam em 8% em ambos os casos.
Em um ambiente de inflação baixa e atividade ainda fraca, os economistas do mercado financeiro esperam pela manutenção da Selic (a taxa básica) no atual patamar, de 6,50% ao ano, até outubro de 2019, quando o Banco Central daria início a um novo ciclo de alta de juros.
Os economistas do mercado financeiro mantiveram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - de 2018 e 2019. O Focus mostra que a mediana para o IPCA este ano seguiu com alta de 3,69%. Há um mês, estava em 3,71%. A projeção para o índice em 2019 seguiu em 4,01%. Quatro semanas atrás, estava em 4,07%.
O relatório trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2020, que seguiu em 4%. No caso de 2021, a expectativa permaneceu em 3,75%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 4,00% e 3,75%, nesta ordem.
A projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2018, de 4,5%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto percentual (índice de 3% a 6%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%). No caso de 2020, a meta é de 4,00%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%). Já a meta de 2021 é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).
Para 2019, o mercado alterou levemente a previsão do Produto Interno Bruto (PIB), de 2,55% para 2,53%. Quatro semanas atrás, também estava em 2,53%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informará o resultado do PIB em 2018 apenas em 28 de fevereiro.
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Ilan Goldfajn defende a necessidade de reformas e aponta recuperação econômica

Presidente do BC fez um balanço dos últimos anos da instituição

Presidente do BC fez um balanço dos últimos anos da instituição


/MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL/JC

Em uma apresentação na filial paulista da escola de negócios Wharton School (Universidade da Pensilvânia), no domingo, o presidente do Banco Central (BC) Ilan Goldfajn mostrou indicadores que apontam recuperação da economia e apontou a necessidade de reformas.

Goldfajn defendeu a autonomia do Banco Central, a abertura da economia e as mudanças realizadas na Taxa de Longo Prazo (TLP), utilizada pelo Bndes para empréstimos a empresas.

Ele destacou a necessidade de mudança nas regras de aposentadoria e pensão. "O Brasil precisa continuar no caminho de ajustes e reformas, especialmente a reforma da Previdência", descreveu na projeção em inglês.

Segundo o presidente do BC, a economia global traz desafios especiais aos países emergentes por causa das disputas no comércio internacional (Estados Unidos e China), da eventual elevação das taxas de juros nas economias avançadas e da aversão ao risco dos investidores financeiros globais.

Com esses cenários, Goldfajn prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 2,4% em 2019.

Goldfajn, que será substituído pelo economista Roberto Campos Neto após sabatina no Senado, fez um balanço dos últimos anos do Banco Central quando houve aumento das reservas cambias, crescimento da oferta de crédito, e redução dos juros à menor taxa histórica (6,5%).

Em janeiro de 2016, a taxa de inflação esperada em 12 meses era de 8,1%. Em julho de 2016, após o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, as projeções eram de 5% e em dezembro de 2018, as projeções caíram para 3,73% - abaixo da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

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