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Porto Alegre, segunda-feira, 14 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Edição impressa de 08/01/2019. Alterada em 14/01 às 14h04min

Corretora do Banrisul zera taxa para Tesouro Direto

Nilvo Fries afirma que clientes já vinham cobrando a isenção, e o banco quer fidelizar os correntistas

Nilvo Fries afirma que clientes já vinham cobrando a isenção, e o banco quer fidelizar os correntistas


/LUIZA PRADO/JC
Patrícia Comunello
Já estava na hora. Depois das corretoras independentes seguidas pelos grandes bancos ao longo de 2018, chegou a vez da Banrisul Corretora, subsidiária do banco gaúcho, anunciar que estava zerando a taxa de custódia para investir em Tesouro Direto (TD). A taxa era de 0,25% e podia ser cobrada por período (anual) ou por operação e passou a ser isenta já nas primeiras movimentações deste ano. 
Com isso, a corretora do banco gaúcho não tem mais ganho nenhum com as operações, que podem ser feitas diretamente pelo investidor no site do TD ou pelo aplicativo. É o que o mercado chama de "operação self-service". Agora, a única taxa de custódia é a da B3, a bolsa de valores, de 0,25% - que teve corte em 2018, quando era de 0,30%. "Não tinha como ser o Joãozinho do Passo Certo, enquanto o mercado ia nessa direção", explicou o diretor-presidente da Banrisul Corretora, Nilvo Fries. Basta dar uma olhada no site do TD (tesourodireto.gov.br) para ver que boa parte das instituições financeiras já pratica 0% de taxa.     
A medida do braço ligado a esse tipo de aplicação e também ao mercado acionário busca evitar vazamento de clientes. Como muitos deles já viam a conduta de outros bancos e solicitavam a isenção, o Banrisul acabava flexibilizando caso a caso e zerava a taxa para evitar fuga de investidores. A política que foi uniformizada serve para reter correntistas, reforçando vantagens na relação com o banco e apostando em outros ganhos, seja em aplicações em renda fixa ou variável, seja em venda de produtos.
"Não ganhamos nada com o Tesouro Direto. O importante é fidelizar o cliente", reforça Fries. O volume de aplicações de correntistas chegou a R$ 160 milhões no fim de 2018. A cifra, admite o próprio diretor-presidente, é bem acanhada frente ao estoque total do TD, que alcançou R$ 53 bilhões.
Hoje, o investidor pode aplicar nos títulos do governo em modalidades pré e pós-fixada, com valores a partir de R$ 30,00 até R$ 1 milhão. Os títulos têm vencimento, mas podem ser resgatados antecipadamente. A modalidade experimentou grande atração quando a inflação e os juros tiveram reaquecimento, entre 2015 e 2016. "A aplicação está mais estável agora, mas ainda é atrativa e segura", diz Fries.
Na frente de mercado mobiliário, o executivo aposta que 2019 será promissor, ainda mais se o governo efetivar medidas na área fiscal e reformas. Os últimos dias, com a bolsa de valores batendo recorde com volume acima de 91 mil pontos, pautam as análises da equipe da subsidiária. Fries lembra que parte da movimentação foi alimentada pela venda de posições, com investidores aproveitando os preços para elevar os ganhos.
"Hoje, há motivação para buscar mais ganhos com inflação e juros mais baixos, mas tem de ir devagar", sugere o diretor-presidente a quem pensa em diversificar investimentos. Fries lembra, ainda, que o desafio das instituições financeiras é conseguir elevar a porção de investidores pessoa física na bolsa. Para reforçar o suporte sobre as melhores opções, Fries espera repetir o desempenho da carteira recomendada pela corretora em 2018, que lista um pacote de ações com maior potencial de retorno.
O banco liderou a rentabilidade das carteiras entre os operadores nacionais em outubro e novembro, com ganhos, respectivamente, de 23,34% e 7,01%, enquanto o Ibovespa (com as ações mais negociadas do pregão) entregou 10,19%, em outubro, e 2,38% em novembro. Em 12 meses, o portfólio recomendado rendeu 42,61%, ante 15,03% do Ibovespa, e, em 32 meses, o retorno é de 268,30% frente a 62,98% do principal índice da B3.
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